Após o icônico Dalek’s Master Plan, temos mais uma aventura do time TARDIS pela história. Dessa vez, o Doctor e Steven vão para a... REVIEW CLÁSSICA: Arco 022 – The Massacre of St Bartholomew’s Eve

The-massacre

Após o icônico Dalek’s Master Plan, temos mais uma aventura do time TARDIS pela história. Dessa vez, o Doctor e Steven vão para a França, em agosto de 1572, e acabam presenciando os acontecimentos que levaram ao Massacre da noite de São Bartolomeu. O evento é um dos episódios mais sangrentos da história do país e foi fruto das desavenças entre católicos e protestantes (conhecidos como huguenotes). Embora o fato histórico seja bastante interessante e tenha sido objeto de obras de sucesso, como o livro A Rainha Margot (Alexandre Dumas), esse arco é um dos que menos gosto na era do primeiro Doctor. E isso se deve, especialmente, à maneira como os personagens principais foram (ou quase não foram) inseridos na trama.

Tudo começa quando o Doctor deixa Steven numa taberna e vai procurar o boticário Charles Preslin, que teria pesquisas científicas muito interessantes. Acontece que ele se desencontra do companion por conta do toque de recolher que havia na época. Assim, o rapaz faz amizade com alguns huguenotes próximos ao príncipe Henrique III de Navarra (protestante recentemente casado com a princesa católica francesa Margarida de Valois) e ao líder huguenote, Gaspar de Coligny.

Daqui pra frente, cuidado com os SPOILERS:

Essa aproximação é o que vai ligar a dupla de protagonistas à história do massacre. A partir dela, vemos todos os movimentos da trama da rainha católica Catarina de Médici contra o genro e os outros protestantes, o que levará ao massacre iniciado na noite de São Bartolomeu. Quanto ao Doctor, o enredo se resume a apresentar um Abade de Amboise (envolvido na trama dos católicos) com a mesma aparência dele, deixando Steven e o público pensarem que ele está se fazendo passar pelo religioso.

De resto, o arco se resume em retratar fielmente (e, às vezes, cansativamente) a história, fazendo com que a presença do Doctor e do Steven seja um mero motivo para mostrar os fatos, nos quais eles têm pouca participação. No entanto, os oito minutos finais do arco, já depois que eles deixam a França do século XVI, chegam para redimir The Massacre of St Bartholomew’s Eve. Quando vê a carnificina que aconteceu contra os protestantes no País, Steven fica extremamente magoado pelo Senhor do Tempo ter deixado lá uma das pessoas que ele conheceu, a huguenote Anne Chaplet. O rapaz diz que deixará a TARDIS no próximo lugar em que pararem e cumpre a promessa assim que a porta se abre (na Inglaterra, por volta da década de 1970).

Dodo Chaplet

Sozinho, o Doctor faz uma emocionante retrospectiva dos companions que já o deixaram e chega a pensar em voltar para o seu planeta, embora não possa. Seu discurso é interrompido pela entrada abrupta de uma jovem que achou que a nave era realmente uma cabine de polícia. Antes que ela possa ir embora, Steven volta correndo, dizendo que eles precisam partir, pois dois policiais estão indo em direção deles. É no meio dessa confusão que a simpática Dodo Chaplet (interpretada por Jackie Lane) passa a integrar a equipe, deixando Steven com a esperança de que Anne possa ter sobrevivido e seja uma parente distante da adolescente.

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Para assistir The Massacre of St Bartholomew’s Eve e tirar suas próprias conclusões, pode seguir este link.

E semana que vem é a vez do Vinícius falar sobre The Ark, que você encontra aqui.

Denise Ferreira

Jornalista apaixonada por histórias e personagens fictícios, principalmente se eles viajarem pelo espaço a bordo de uma cabine azul.

  • Rene LC

    março 6, 2017 #1 Author

    Acho que o fato do arco ser totalmente uma reconstrução, na qual faltam as cenas de ação em vídeo, contribui significativamente para torná-lo um tanto tedioso. É possível que o formato mais de histórico do que de ficção do arco tenha contribuído para a inexistência de material suficiente para recuperá-lo. Aliás, o aspecto histórico é realmente interessante e fiel, como mencionado (para quem gosta de história). No final, se bem me lembro, ainda ficam duas “pontas soltas”: o que aconteceu com o boticário Charles Preslin e, sobretudo, se o Abade de Amboise e o Doutor são ou não a mesma pessoa.

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