Diante de tanto burburinho causado pela escalação de Jodie Whittaker para viver a protagonista de Doctor Who (incluindo alguns comentários lamentáveis relacionados ao gênero... POST COLABORATIVO: A importância de uma mulher no papel principal

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Diante de tanto burburinho causado pela escalação de Jodie Whittaker para viver a protagonista de Doctor Who (incluindo alguns comentários lamentáveis relacionados ao gênero da atriz), resolvemos pedir ajuda ao público do Universo Who para comentar a real importância da escolha de uma mulher para o papel de Doctor. Recebemos dezenas de colaborações (muitas maravilhosas) e escolhemos 15 que mostram o impacto disso sobre vários aspectos.

Agradecemos a todos que colaboraram conosco e deixamos vocês com a opinião dos whovians:

Paula (27 anos)

Porque cresci gostando de “coisas de menino” e quando virei adulta descobri que essa cultura errada tem nome, estereótipos de gênero. O mundo precisa de exemplos femininos fortes e que usem a sua INTELIGÊNCIA e não o seu corpo para atingir objetivos. Abaixo a estereótipos de gênero. Nada melhor que a Doutora para ensinar a humanidade.

Nayara (22 anos)

Eh ótimo pensar que o doctor pode aparecer na sua porta e te escolher pra viajar com ele. Melhor do que isso eh só se ver no lugar dele. Durante minha infância meus personagens favoritos eram homens porque as mulheres eram sempre as companheiras ou tinham papéis secundários. Eh importante saber que as meninas de hoje poderão não apenas desejar que a doctor as busque, mas se ver no lugar dela

Adriane Berlesi (23 anos)

Não foi importante só pra mim, mas para todos nós, pq não uma mulher como doutora? O mundo em que vivemos ainda é muito machista, e precisamos derrubar essas barreiras, mas podem reclamar à vontade, vai ter mulher como doutora sim! Nos vemos pouco representas em séries legais, não são só os homens que querem uma TARDIS pra eles. AMEI!

 

 

Fábio Júnior (18 anos)

A escolha da Jodie foi excepcional, e foi perfeita para desmascarar o preconceito disfarçado dos fãs de doctor who, que são os fãs que mais deveriam estar acostumados à mudanças dentro de todo o universo de séries existentes. Preconceito é sempre injustificável, e julgar uma mudança sem antes ter contato com tal, é hipocrisia das mais graves. Jodie tem capacidade de ser uma Doctor incrível, mas a certeza disso só o tempo dirá.

Anny Carvalho (28 anos)

Porque apesar de termos companions maravilhosas, ter uma Doutora significa algo enorme como mulher, me sinto representada como protagonista, como a pessoa que resolve e para os monstros. Estamos em uma época em que as mulheres precisam e exigem representatividade, e o fato da BBC e de toda a produção da série estar aberta a isso, me deixa feliz demais. Afinal, Doctor Who é sobre mudanças, “we all change…” ♡

Barbara (25 anos)

Por questão de representatividade. Pra mostrar que não somos apenas as “companheiras”/”acompanhantes” de um “homem” e que nós podemos tomar as decisões sozinhas, podemos ter mais voz e protagonismo. É importante pra trazer mais e mais garotas pra esse universo e incentivar essas garotas a se sentirem inteligentes (como a doctor será) e que elas importam sim, e muito!

Juliana Vieira (20 anos)

A escolha de uma mulher como Doctor direciona o olhar do homem a vê-la não como o gênero, mas sim pela alma que ela possui. Para evoluirmos precisamos nos desligar desses conceitos físicos que nos prendem ao corpo e devemos desenvolver o espírito para assim atingirmos o desenvolvimento da alma humana. Não devia importar se é homem ou mulher e sim que é um(a) Doctor! Logo, como o próprio seriado nos passa, desconhecemos o nome original do Doctor, mas todos sabem o verdadeiro significado de seu nome. Por que deveria ser diferente com seu gênero?

Ariadne (35 anos)

Sou feminista, sim, então a escolha obviamente me agradou pela representatividade, mas também adoro essa possibilidade que DW tem de sempre se renovar. Adoro a expectativa e as surpresas de ser whovian, descobrir como vai ser a dinâmica da dupla (ou grupo) que vai voar na Tardis, suas características… Nem fico muito triste quando tem regeneração ou as(os) companions vão embora, já esperando para saber quem serão os próximos. A escolha de uma mulher só reforça isso e abre uma série de novas oportunidades criativas. Vibrei com a possibilidade de interação com a River. Além disso, assisti por streaming à revelação da 13th com a minha irmã de 18 anos, também fã, nós duas dando gritinhos quando apareceu a Jodie. O que mais eu posso pedir de uma série de TV?

Maria Alice (19 anos)

Acho que as inúmeras reações machistas já são uma prova do quão importante é termos uma Doutora. As pessoas que dizem que machismo não existe e que todos somos iguais são as mesmas que disseram que simplesmente não viam uma mulher como Doctor, que não tinha porque mudar. Mas agora com a Jodie no papel, nós (e o Doctor) veremos o mundo de uma maneira completamente diferente. Veremos como é difícil uma mulher ter credibilidade mesmo sendo especialista em um assunto, como é difícil ganhar uma posição de liderança e ser respeitada. OU nós a veremos seguindo a vida de Doctor sem nenhuma barreira criada pelo seu gênero, e isso também seria uma possibilidade linda. Pois mostraria que a Doutora pode fazer tudo que o Doutor faz e que se todos ao redor aceitarem, não dá dificuldade/diferença nenhuma.

Ana Thereza (19 anos)

Eu já gostava da Jodie por ser fã de Broadchurch, então, acima de tudo, fiquei feliz por conhecer um pouco do trabalho da atriz e ter certeza de que ela “aguentará o tranco”. Além disso, a escolha de uma Doutora mostra que o personagem transcende todas as barreiras, inclusive as de gênero (a próxima, espero, será a de raça), o que comprova sua universalidade – qualquer um pode assistir à série e se ver ali. É mais uma prova, também, de sua genialidade e capacidade de renovação.

Mari (31 anos)

Porque ter uma Doutora amplia as possibilidades para que ótimas histórias sejam contadas em Doctor Who. Ainda, é ótimo saber que meninas de todo o mundo saberão que elas também podem ser a Doutora, dirigir a TARDIS e salvar civilizações usando a sabedoria e a compaixão, tão característica do personagem.

Adriano Cléber Tume (42 anos)

Produzida por uma mulher, dirigido por um indiano e o herói principal era um velho. Doctor Who quebrou os padrões logo no piloto, logo era inevitável. Que o nosso querido Timelord se torne uma tremenda Timelady e bote para quebrar. De novo.

Fernando Tarastchuk (21 anos)

A escolha de Jodie reflete a essência da série! Isto porque Doctor representa renovação através da mudança! Vale sempre lembrar que a série chega até nós hoje em dia por força da mudança! Jodie? Confio nela! Ademais, quanto a questão de gênero, vale lembrar da série em inglês: “the Doctor” é sempre “the Doctor”(veja, o genêro é irrelevante), a essência é a mesma, o que se ganha é uma nova dinâmica, novo fôlego! É assim a cada regeneração!

Aldeir Oliveira (22 anos)

Honestamente, eu não esperava uma Doctor, nem agora, nem nunca, mas sim, eu tinha o desejo, assim como adoraria ver uma Doctor negra, um Doctor negro e finalmente, um ruivo hahaha. Existem milhares de pontos machistas, misóginos, preconceituosos que foram levantados por ignorantes após o anúncio da Jodie, mas o que mais vi foi “Os meninos perderam um modelo, um herói”, pessoalmente, mulheres são melhores modelos de força e em diversos pontos, que homens, e também entendo que é importante um menino se ver representado, mas já existem vários modelos masculinos, eu estou feliz que as meninas, como minha sobrinha, vão poder assistir Doctor Who e ver uma mulher heroína e se inspirar nela.

Pedro (16 anos)

Do ponto de vista da qualidade dela como doutora, não posso afirmar nada, já que ainda não vimos ela em cena. Porém como a primeira encarnação feminina do Doutor, acredito que represente um passo importante na história da série, que já se mostrou bastante progressiva com personagens como o Jack e a Bill, e para a televisão em geral, como uma forma de inserir mais mulheres numa mídia geralmente dominada por heróis e protagonistas homens. Espero sinceramente que a atuação e os episódios dela sejam excelentes, e que ela deixe um importante legado na série.É bom você poder se identificar com um personagem de um modo que vá além da personalidade. Já tiveram algumas mulheres poderosas em séries e filmes, mas nenhuma é como o Doutor. Vai ser tão fofo ver meninas vestidas como ela dizendo “Eu sou o Doutor” sem precisar ser uma versão feminina dele.

Denise Ferreira

Jornalista apaixonada por histórias e personagens fictícios, principalmente se eles viajarem pelo espaço a bordo de uma cabine azul.

  • ALFREDO DURANTE

    agosto 24, 2017 #1 Author

    A mudança do monstro mais sinistro da série, que todos conhecemos por Steven Moffat, o que já deu pra cabeça, tava na hora de sair mesmo, mudar o gênero do Doctor, foi das escolhas mais super maravilhosas. Desde de quando eu comecei a ver a série, já tinha terminado a 4ª Temp, fiquei meio chateado quando vi que mudava de ator, não curto muito isso, mas a ideia de regeneração é boa pacas, porque você se apega a um e depois ele muda e você automaticamente, mesmo com birra, choro e muitos palavrões no Twitter, vai ter que se acostumar por mais algumas temporadas, fiquei meio com pé atrás com o Capaldão, e hoje ele me fascina, um dos doctors que realmente instigava a Clara, trazia a realidade dura com a perda do Danny, a realmente enfrentar o problema de frente, não queria guerra de forma alguma discutindo com a Bony no “The Zygon Inversion” sobre as caixas, e agora com a Jodie, imagino que o companion agora será talvez um homem, vai trazer uma ideia nova, novos discursos, novas perspectivas. E os fãs que se acostumem, porque virá várias temporadas com ela, e um dia irá regenerar, quem sabe em outra mulher ou mais um homem de novo, e “we all chenage”, E Doctor Who é, o título já diz tudo, não há gênero, pode ser o que for…

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  • Nathalia Macedo

    agosto 26, 2017 #2 Author

    Eu estou muito feliz com essa escolha, pois eu me sempre me identifiquei com todas as regenerações do Doctor, pois me identificava com o Doctor em si, de querer sempre consertar as coisas, corrigir as coisas, proteger as pessoas. E sempre sonhei, desde quando comecei a ver a série, que eu seria a décima terceira regeneração, porque, podem me acusar de sexismo, mas 13 é um número tão feminino. Não conheço um número tão feminino quanto 13. E agora com a Jodie eu posso dizer facilmente “Eu sou a Doutora” e isso me enche de alegria, e fico tão triste quando vejo as pessoas sendo machistas. Eu não consigo entender o machismo humano. Esse é um dos momentos que, como disse a Gwen em Torchwood, x Doutorx olha para os humanos e balança a cabeça decepcionadx. Eu só tenho um medo. É um peso muito grande não só pra ela como para o showrunner. Pois não vão estar julgando ela como profissional, como atriz, e sim o fato dela ser mulher. Se não for bem, vão culpar o fato de ser mulher. Se os roteiros não forem bons, vão culpar o fato de ser mulher. Tudo de ruim que acontecer vão colocar no fato de ser mulher, então eles tem o peso de ter que fazer com que tudo seja perfeito, e que certamente fique melhor que todas as regenerações anteriores. E isso… é muito pesado pra qualquer um. E minha amiga disse que todos os personagens que a Jodie fez pareciam os mesmos….

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  • Joanderson

    agosto 26, 2017 #3 Author

    Nada contra o doutor ser mulher mas, esse conceito deveria ter sido introduzido na série há anos atrás, agora fica óbvio que foi apenas uma jogada de marketing.

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    • Jéssica Laíse

      agosto 28, 2017 #4 Author

      Isso foi introduzido na série quando o Master se regenerou como Missy, em 2014.

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  • Li

    agosto 28, 2017 #5 Author

    o que acho mais engraçado da sociedade de hoje é que mesmo a maioria da população ser feminina ainda existir pessoas que as diminuam. mais engraçado ainda são whovians que depois de ter a primeira produtora como uma mulher e outras representações femininas forte como Susan, Sara jane smith, Dona, Jenny (a filha do doctor) Amy, Melody (River), Madame Vastra e Jenny, A PROPIA TARDIS, me e clara(que indiretamente se transformou em uma doctor), Kate,Osgood Missy, Bill e muitas outras (que eu não vou me lembrar incluindo algumas do classic) e ainda insistem em falar que garotas em doctor who só servem de segundo plano. pois bem meus amigos a doutora está aí para provar o que já vem demorando para acontecer em doctor who já que deste do começo as mulheres tiveram muito peso nessa serie e grande importância, Jodie chegou, atrasada, mas chegou para revindicar o que é seu direito a anos e mostrar que as meninas não são apenas versões femininas, mas sim as doctorS também e que venham mais representatividade, pois não somos apenas as princesas da disney(que poderia ter príncipes também), mas somo isso e capitãs, TIME LADY, agentes, detetives, super heroínas, pois para começar todos somos seres certo?

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  • Francisco

    setembro 13, 2017 #6 Author

    607 idiotas não gostaram do artigo

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  • Tunara

    outubro 1, 2017 #7 Author

    “Vai ser tão fofo ver meninas vestidas como ela dizendo “Eu sou o Doutor” sem precisar ser uma versão feminina dele.” isso me deu vontade de chorar de tão meigo e tão real <3

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