Recuperaram o fôlego após o episódio anterior? Então se preparem para perder de novo porque ‘Extremis’ veio para explodir nossas cabeças tal como qualquer... Review Doctor Who S10E06 – Extremis

Recuperaram o fôlego após o episódio anterior? Então se preparem para perder de novo porque ‘Extremis’ veio para explodir nossas cabeças tal como qualquer episódio escrito pelo Moffat. Não preciso nem lembrar qu a review será repleta de spoilers, né?

‘Extremis’ é um daqueles episódios memoráveis, que criam uma tensão de forma cadenciada até chegar ao seu ápice com revelações mais intrigantes do que a perguntas e que de quebra te deixam roendo unha por uma semana para a continuação dessa história. Moffat sempre soube criar bons episódios de suspense, desde a era RTD. São dele boa parte dos melhores episódios da época entre a 1ª e a 4ª temporada, sempre sabendo criar bons momentos de suspense os episódios resultando nos mais marcantes episódios da temporada. Quando finalmente foi promovido a showrunner fomos então apresentados a sua mente megalomaniaca sim, porém ele sem dúvida elevou o nível da série e trouxe muito mais elementos de ficção científica do que seu predecessor. Em diversos momentos ele deu suas escorregadas, entregando episódios ou até mesmo temporadas abaixo do esperado, porém seu saldo ainda é enormemente positivo.

Mas falando do episódio em si, ‘Extremis’ já começa bombástico em seus primeiros minutos revelando que está no cofre. A revelação vem junto com o retorno de um dos melhores personagens já escritos por Moffat: Missy. A nova encarnação do Mestre foi capturada e está para ser executada e cabe ao Doutor atuar como o algoz do seu arqui-rival, e melhor amigo, condenando à morte por desativação do seu ciclo de regeneração, além de guardar o corpo por mil anos dentro de uma câmara quântica. Entretanto, todo o desenrolar da cena foi desmembrado ao longo do episódio apenas para criar um clima maior de tensão se o Doutor iria realmente fazer isso com Missy. Mas por tudo que já conhecemos do Doutor sabemos que ele evita a morte ao máximo possível, e aliado a todo seu histórico e sua relação ambígua com o Mestre, sabem que não conseguiria condená-lo a morte desse jeito e acharia uma forma de contornar a situação. Se foram os valores do Doutor ou se Missy realmente conseguiu comovê-lo a ponto de salvá-la talvez nunca saberemos, mas o fato é que essa situação deixa Missy em débito com ele. E a grande questão é: Será que ela vai pagar ou será que ela irá se aproveitar disso?

A outra parte do episódio se desenvolve com a visita do Papa com seus cardeais a faculdade que o Doutor leciona para que ele os ajude a lidar com recentes casos de suicídio em massa após a tradução de um dos documentos conhecido como Veritas (Verdade em Latim) da Biblioteca Haereticum do Vaticano. Mesmo cego, devido aos acontecimentos do episódio anterior o Doutor resolve embarcar na TARDIS e de quebra atrapalhar mais um encontro da Bill para leva-la consigo até o Vaticano. Ao chegarem lá dscobrem que um dos tradutores enviou a tradução do documento para o CERN comentendo suicidio logo em seguida. Enquanto o Doutor tenta decifrar e ler a tradução do documento, tentando desesperadamente também consertar a sua visão, Bill e Nardole seguem na direção de estranhos portais que estão abrindo na Biblioteca e descobrem que estes levam a diversos lugares importantes do Mundo como o Pentagono, Casa Branca e o próprio CERN. No CERN, eles descobrem que os cientistas estão planejando um enorme suicidio e um deles, o líder, os convida a participar do Teste das Sombras. Ao fugirem do local para escapar da explosão, Nardole percebe que na verdade todos aqueles cenários são projeções de computador e ao tentar sair se desintegra.

Quando se encontra com o Doutor é que acontece mais um, e talvez o mais importante, momento ‘mindblowing’ do episódio. Descobrimos que na verdade eles fazem parte de uma simulação criada por um ‘demônio’ que planeja invadir a Terra (sempre ela), e que para testar os possíveis cenários e alcançar o êxito, ele criou tal simulação que nada mais é do que um reflexo do mundo real. Quando os elementos do Veritas começarama vazar, pessoas começaram a cometer suicidio para sairem da simulação. Tal fato era comprovado pelo tal Teste das Sombras. Como toda a simulação era gerada por um computador, e estes tem grandes dificuldades de trabalhar com números aleatórios, toda vez que as pessoas da simulação eram obrigadas a pensarem em números aleatórios, na verdade havia uma sequencia pré-programada de números. Nesse momento, um dos monges misteriosos aparece e desintegra Bill e tenta desintegrar o Doutor, mas não sem antes ele se aproveitar da simulação para mandar um e-mail para si mesmo com todo o conteúdo gravado pelo óculos sônico.

O episódio termina com o Doutor se preparando para lidar com a ameaça no mundo real, não sem antes pedir ajuda a Bill e, principalmente, a Missy, pois o Doutor ainda está cego e dessa vez o mundo corre sérios perigos. ‘Extremis’ é apenas o começo de um arco de três episódios e deixa diversas dúvidas no ar que esperamos que sejam respondidas nos próximos episódios, como por exemplo ‘Quem escreveu o Veritas?’, ou ‘Essa falha na simulação foi proposital ou inserida por alguém?’, ‘Quem são os monges? Quem é o demônio? Qual o interesse dele pela Terra?’. Me pergunto se esse tal demônio que tem um interesse tão específico na Terra não possa ser a versão do Mestre do John Simm, porém ainda temos dois episódios pela frente para que essas e outras perguntas venham a ser respondidas.

Gostou do episódio? Gostou da Review? Não deixe de comentar! E Até Semana que vem com a review do episódio ‘The Pyramid at the End of the World’ com a Denise!

Vinícius Viana

Farmacêutico, 26 anos, professor, aspirante a Doutor e completamente viciado numa tal série de um cara louco que viaja no tempo numa cabine de polícia azul.

  • Marbas

    maio 26, 2017 #1 Author

    Acho que esses demônios são os mesmo da clássica, do arco The daemons,

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  • Antônio Bellan

    maio 26, 2017 #2 Author

    Um dos melhores episódios da série. Moffat realmente é de tirar o chapéu. Colocou no mesmo episódio o Papa Francisco, Trump, o CERN falou da vida da companion, do próprio Doutor, Missy, o porquê de Nardole ter “entrado” na Tardis, o dilema da cegueira dele, tudo junto num mesmo pacote (isso se eu lembrei de tudo) de um jeito que não pareceu terem caído do nada no episódio, com um sincronismo e fixação no episódio que eu não via há um bom tempo, sem ficar nem um pouco cansativo ou chato. Finalmente a temporada engrenou, dando um outro nível a série. Resta saber se no final do episódio ele voltou pra realidade ou está em outra sombra.

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  • Sharla

    maio 27, 2017 #3 Author

    Eu amei esse capítulo é demais. A minha parte preferida é qdo os caras vão pegar a Missy e ela acorda e manda eles caírem fora q ela estava dormindo kkkk. Foi o melhor capítulo feito até hj. Eu tb estou curiosa pr saber qm é o tal Demônio e qm são os cleros. Amei o REVIEW, Adoro ler os reviews do site são d+. Até semana q vem. rsrs

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