Por Arlane Gonçalves “I’m not your boyfriend”. Prezados, sabe quando você ama algo de paixão e vive fazendo de conta que não se incomoda...

Por Arlane Gonçalves
deep breeth

“I’m not your boyfriend”.

Prezados, sabe quando você ama algo de paixão e vive fazendo de conta que não se incomoda com as mancadas que este algo dá? Pois era assim que eu ia vivendo com Doctor Who. Não se engane: eu amo esta série. Amo demais e de paixão. Mas nunca engoli as cenas de flerte do Doctor.

Aos meus olhos, o Doctor é isto: o Senhor do Tempo. Com seus 2 mil anos de vida, seus trocentos idiomas e sua magnífica caixota azul, não consigo enxergá-lo como um “peguete”, nem tampouco shippá-lo com quem quer que seja. Ele me inspira respeito e admiração, e sua sexualidade pertence, talvez, à sua história ainda em Gallifrey, ou ao momento onde sua memória lhe falte, como em “Human Nature” (3×08).

Depois do desabafo, confesso que já amo Peter Capaldi por pedir que o Doctor seja mais Doctor e menos um namorado para as suas Companios. Já tivemos bastante flerte nos últimos anos, e até quando o Time Lord não estava muito a fim, tinha Companion comendo ele com o canto dos olhos (oi, Martha!).

Como não podia deixar de ser, o roteiro sambou em cima da nova fase assexualizada. Teve momento awkward de Clara jogando a Screwdriver onde não devia, teve a declaração da moça, super ofendida, de que nunca teve segundas intenções com o Senhor do Tempo (a gente acredita demais, claro). Mas o que mais me deixou maravilhada foi a safadeza de Moff. Ele tirou a parte sapeca do protagonista e injetou doses cavalares de hormônio na madame Vastra. O QUE TINHA ESSA MULHER NESSE EPISÓDIO? Gente, ninguém escapou da lábia dela. Até mandar Clara tirar a roupa ela mandou. Que fogo é esse, amiga?

Momentos como esses são maravilhosos e eu torço para que permaneçam, ainda mais quando a vítima da vez é outro personagem que não o Doctor. Além do mais, tem que ter algo leve e engraçado para contrastar com o lado negro da força, que em “Deep Breeth” foi a discussão sobre “quem é o Doctor depois de tantas mudanças”, “existe algum traço do Doctor original depois de tantas regenerações?”.

Reparem que na hora da morte do androide-90%-humano, o discurso do Doctor refletia também o seu estado de espírito, assim como enquanto a bandeja refletia o rosto do vilão, também refletia seu rosto do outro lado. Como se fossem dois lados da mesma moeda.

Quanto a quem estava mentindo sobre sua programação original, cá para mim tenho que a resposta seja mesmo o nosso querido Doctor. Digo isto porque, em “The Day of The Doctor”, o bom velhinho estava pronto para explodir todo mundo. E também, espero que o personagem interpretado por Capaldi seja mais sombrio, se aproximando do caráter carrancudo do First Doctor. Aliás, é bem o que parece ser a tendência dele, vide a cena dele negando um abraço à Clara (que fofo!), seu tom de voz (nem de longe alegre como o de seus antecessores), sua roupa escura e sem apetrechos, e seu olhar furioso com suas furiosas sobrancelhas majestosas.

Quanto à reação de Clara à regeneração, me senti um tanto impaciente com a moça. Sua insistência em ter a antiga aparência de volta, e em não reconhecer que era o mesmo homem que estava diante de si, me ofendeu um pouquinho. Fiquei imaginando o sentimento do Doctor perante tal resistência. Até dormindo ele estava pedindo pelo olhar reconhecedor dela… PORÉM, pondo-me no lugar da senhorita Clara Oswald por um minuto, cabe admitir que realmente não deve ser muito fácil ver um amigo querido mudar de corpo (e personalidade) em questão de minutos. Eu também ficaria horrorizada, além de provavelmente ter um ataque de pânico muito maior do que o da Companion. No final das contas, sou puxa saco do Doctor e fiquei ressentida, Clara. Mas te entendo, amiga. Te entendo.

Outro ponto que faço questão de observar é o Doctor se servindo de um bom uísque. Pelo menos na minha lembrança, tenho a cena de “A Town Called Mercy” na qual ele entrava no bar e pedia — com cara de mal do pedaço — “the strong stuff”: uma xícara de chá. Agora, meus amigos, ele se serve com bebida alcoólica e ainda oferece para o outro junto com uma ameaça de morte. Quem te viu, quem te vê.

Um discurso do Time Lord que me lembrou demais de “Eleventh Hour” foi ele dizer que as pessoas nunca eram pequenas para ele, e que não se deveria fazer suposições sobre o quão longe ele pode ir para protegê-las. Bem parecido com Matt expulsando Atraxi da Terra ao afirmar que este planeta está sob sua proteção.

Indo para o final desta longa review, temos duas perguntas que não querem calar: quem é a mulher do paraíso e que paraíso é este? Como não poderia deixar de ser, explosões de teorias aconteceram após a cena dela. Meu primeiro pensamento foi que seria River Song regenerada, mas isso é tão improvável quanto impossível (Moffat?). Perguntei as teorias da equipe do blog, e teve gente que até recorreu à literatura de Doctor Who, o que é muito válido neste imenso universo da série. Há quem aponte-a como a personificação da morte, e quem sugira que ela seja a Clara devido ao fator de mencioná-lo como “namorado”, num episódio onde tal palavra foi sumariamente relacionada à ela.

Para somar mais uma parcela ao conjunto de mistérios, tem a face do Doctor que já apareceu na história como pertencente a outro personagem. Até aí nada de novo, inclusive o próprio Moff declarou que o enigma será devidamente aproveitado no roteiro. Especulações sobre o significado disso tudo? Não tenho. Por enquanto.

Não posso deixar de comentar sobre a química de Peter com Jenna. Apesar de ainda não ter visto uma grande ligação entre a Companion e o Doctor, não posso negar que os dois se deram muito bem. Talvez o maior exemplar seja a cena (perfeita!) do restaurante, que teve toques de humor e amostras de intimidade. Vale ressaltar também a confiança da moça de que ele sempre estaria lá por ela na cena da pré-tortura. Que confiança! Que ousadia!

Comparando, Rose foi a amante, Martha a companheira, Donna a amiga sincera, Amy a amiga do peito. E Clara? Precisa de mais doses de amostra de intimidade para ser definida. A propósito, desde quando ela é “egomaníaca e louca por controle”? Ela sempre foi a mais meiga e mais doce, uai…

Para finalizar o texto e partirmos para o que interessa, vamos só comentar a cena do Doc prometendo cuidar da sua amiga dinossaura num diálogo bem… tão cheio de sinais que mais parecia um rap (com todo o respeito, meu Doctor). Aliás, pausa para a hora em que ele confessa que é sempre por acidente que ele conhece (e arrebata) garotas. Finalmente uma verdade, seu Time Lord.

¬¬

Não esqueci da cena do telefone. Na verdade nunca vou esquecer. Mas o que dizer dela? Dizer que meu coração derreteu que nem manteiga ao ouvir a voz de Matt e rever seu rosto pré-regeneração é redundante. A pergunta correta aqui é: o que fazer para me recuperar?

¬¬

Também não esqueci da nova abertura (desenhada por um fã!) e da nova decoração da Tardis. Me apeguei às anteriores e vou demorar um cadinho pra me acostumar. Sabe como é, né? Fã…

 

Referências que valem ser mencionadas:

* Confuso, o Doctor chamou Clara de Handles (a cabeça de Cyberman que ele tinha adotado). Ele também achou que Strax era um dos sete anões da Branca de Neve (!), chamando-o de “Sneezy”, “Bashful”, “Dopey”, e “Grumpy”.

* Quando o Doctor está conversando com o mendigo no beco, ele comenta sobre o frio, diz que deveria ter um cachecol, e logo diz que cachecol é estúpido: referência direta ao visual do Fourth Doctor.

* O Doctor tem dificuldade de relembrar os eventos de “The Girl in the Fireplace”, e cheira rosas amarelas enquanto tenta se recordar. A Companion da época era? Rose Tyler. Além disso, ele não nota a conexão (do plot de robôs roubando órgãos humanos para reparar suas naves) mesmo quando ele vê que SS Marie Antoinette é a nave irmã de SS Madame de Pompadour.

* Amy Pond (que deixou saudades) não deixou de ser mencionada: o Doctor sentiu falta de suas longas pernas na hora do perigo.

* “I’m sorry. I’m so, so sorry”: esta fala de Clara ao Doctor foi uma das mais usadas pelo Tenth.

* O Doctor desmaiando e Jenny perguntando para Clara quem era aquele homem, é exatamente o que aconteceu com Jackie, Rose e o Tenth em “The Christmas Invasion”.

* O mendigo foi interpretado por Brian Miller, esposo da falecida Elisabeth Sladen, a Sarah Jane Smith.

* Já podemos dizer que “How long can you hold your breath” is the new “Don’t blink”?

* O “paraíso” de Missy lembra demais o inferno de Amy em “The Girl Who Waited”. Teorias?

paraiso

 

The-Girl-Who-Waited-paradise

Universo Who

Publicações feitas por colaboradores que em algum momento fizeram parte da história deste site desde 2009, mas que não mais fazem parte do projeto.

  • Rilson

    agosto 27, 2014 #1 Author

    Ótimo episódio e ótima review, uma coisa que queria comentar:
    A Clara é egomaníaca desde sempre, só não gosta de demostrar isso, foi dito como segredo em Trenzalore em The Time of the Doctor.

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    • Arlane Gonçalves

      agosto 28, 2014 #2 Author

      Confesso nunca ter notado esse lado doida do moça, rs.
      Mas agora que está tão em evidência, vamos ver se ela passa a ter mais personalidade, que é o que eu mais desejo.
      Obrigada por ler e que bom que tenha gostado 😀

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  • Felipe Freitas

    agosto 27, 2014 #3 Author

    Reassisti the girl in the fireplace e percebi que em nunhum momento o doutor descobre que o nome da nave é madame de pompadour. ele simplesmente sai da nave sem saber o pq do ataque a reinnete. Não tem como ele se lembrar do nome se ele nunca ficou sabendo

    Responder

    • Everton Costa

      agosto 27, 2014 #4 Author

      Mas mesmo assim o nome madame de pompadour poderia ter reavivado a sua memória

      Responder

      • Adriano

        agosto 28, 2014 #5 Author

        Concordo com você, isso que explicou me fez aceitar que foi um estalo na memória dele.

        Responder

      • Gustavo

        setembro 1, 2014 #6 Author

        É preciso lembrar que as histórias se passam com mais de 1000 anos de distancias, visto que o Tenth Doctor tinha por volta de 900 anos e o Thirteenth tem por volta de 2000 anos. Não podemos esperar que ele lembre de tudo que vivenciou…

        Responder

      • Gustavo

        setembro 1, 2014 #7 Author

        Só um correção é o Twelfth Doctor agora com certa de 2000 anos… Estava pensando no número de regenerações…

        Responder

  • Guilberth

    agosto 27, 2014 #8 Author

    Além de todas as referencias já mencionadas vale ressaltar o “Here we go again” da Vastra.Que é exatamente a mesma frase dita pelo Brigadeiro durante a regeneração do 3Th para o 4Th.

    Responder

    • Jamile

      agosto 27, 2014 #9 Author

      Exatamente!!!
      Essa foi a que me chamou mais atenção no episódio. Eu fiquei surpresa que nem td mundo percebeu!!!

      Responder

    • Arlane Gonçalves

      agosto 28, 2014 #10 Author

      Vou confessar um segredinho: eu me lembrei de Nikita, onde essa fala era recorrente em começos de temporada 😛

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  • Pedro

    agosto 27, 2014 #11 Author

    A primeira coisa que pensei é que a mulher do Paraíso era a Rani. E além disso quem é a mulher da lojinha?

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    • Juan

      agosto 28, 2014 #12 Author

      Provavelmente a Missy

      Responder

      • Maria Lourdes

        agosto 30, 2014 #13 Author

        Mas tem outra mulher misteriosa em The End of Time, lembram? Ela aparece recorrentemente para o Wilfred, e depois está entre os Time Lords. Será que perdi alguma coisa daquele episódio, ou isso nunca foi explicado mesmo? Me pareceu um Fantasma do passado de Wilfred, mas depois da cena com os Time Lords, não sei não… Em Bells of Saint John, ao falarem sobre a mulher misteriosa, me lembrei dela, será que tem algo a ver?

        Responder

  • Dayana

    agosto 27, 2014 #14 Author

    Ótimo ep. esperei quase um ano para ver e não me decepcionei… Agora o que me deixou bem curiosa é que assim que o ‘android’ aparece no tal paraíso, já tinha reconhecido o cenário de “The Girl Who Waited”… e devo dizer que isso está me dando dor de cabeça… lembrando que a Clara era um dalek em ‘Asylum of the Daleks’… então tudo pode acontece em Doctor Who.

    Responder

    • Adriano

      agosto 28, 2014 #15 Author

      Lembra que a Clara se dividiu em várias pelo universo quando ela entrou na linha do tempo do Doctor quando estavam em Trenzalore. isso entendo como uma explicação para ela não lembrar de todas as versões do Doctor.

      Responder

      • marcos lima

        agosto 29, 2014 #16 Author

        So que clara não esqueceu ,ela so não queria aceitar o novo doutor …ela se lembra dos anteriores ela ja falou diversas vezes ..moffat quis mostrar a perspectiva do publico .

        Responder

  • Giulia Resta

    agosto 27, 2014 #17 Author

    Gostei da review, mas tive muitos problemas em engolir a primeira parte do episódio. O alívio cómico do Strax, era irritante, achei ele muito forçado apesar de rir litros quando ele quase matou a Clara com um jornal. Estava aborrecida com 80% dos diálogos entre a Clara, a Vastra e a Jenny, embora haja partes muito importantes entre a Clara e a Vastra no que diz a aceitar uma pessoa por quem ela realmente é. Já a segunda parte eu não tive muitos problemas, aliais, eu amei o final (chorando com a parte do Matt). A parte em que o Doutor deixa a Clara sozinha com os robôs me deu muita tristeza, já que a Clara tinha que andar por longos corredores sem respirar e piscar. Quase gritei quando percebi que ele estava praticamente sempre atrás da Clara. Quanto a cena de luta do Paternoster Gang era muito mal coreografada, nem dava para entender o que estava acontecendo.
    Me digam se eu estou enganada, mas o beijo da Vastra e da Jenny foi o primeiro beijo lésbico entre duas raças de “aliens” (apesar de serem do mesmo planeta) televisionado? Fui assistir esse episódio com a minha mãe e a cabeça dela explodiu quando ela descobriu que a Jenny na verdade era a empregada lol

    Responder

    • Maria Lourdes

      agosto 27, 2014 #18 Author

      Muito bom o review, confirma o que eu pensei, e muito boa a sua complementação, Giulia! Realmente, a cena de luta me aborreceu muito, foi desnecessaria. Tambem fiquei chocada quando o Doctor abandonou a Clara, só sosseguei depois que vi que ele nunca tinha saido de perto. Adorei ver o Matt de novo, AMEI que ele tenha sido chamado de namorado da Clara (em Natal, com o filtro da verdade, ela tinha reconhecido sua quedinha por ele). Mas tambem achei que era desnecessario. Esperava mais da moça que arquitetou a salvação de Gallifrey…
      Apenas um reparo: Arlane, por favor, NUNCA mais chame o Doctor de Doc. Ele odeia isso. Quando o 1o teve um companion americano (Steven, eu acho), ele deu uma bronca no rapaz por chama-lo de Doc e ele, sob o olhar carrancudo do Doctor, sempre se emendava: “Doc… (…) …tor?”

      Responder

      • Arlane Gonçalves

        agosto 28, 2014 #19 Author

        Maria, eu usei o termo Doc para repetir menos o termo Doctor. Tento sempre chamá-lo da maior quantidade de nomes possíveis para o texto não ficar muito repetitivo.
        Mas obrigada pelo hands up (aka puxão de orelha). Não quero contrariar meu querido Doctor e não vou usar mais o diminutivo 🙂

        Responder

    • Arlane Gonçalves

      agosto 28, 2014 #20 Author

      A cena da luta eu achei é muito engraçada. Sabe como é… DW tem momentos maravilhosos, mas quando a gente exige muito de tecnicalidades fica meio difícil pra ela. Os efeitos especiais melhoraram muito depois do 5º ano, mas eles ainda não pensaram direito sobre as cenas de luta ahaha.
      Gostei bastante do episódio todo e da participação de Strax. E também quase gritei quando vi que o Doctor não abandonou a Clara de jeito nenhum. Será que ainda tem jeito de amar mais ainda esse personagem, gente?
      Adorei seu comentário sobre o beijo: bem pontuado! Beijo lésbico entre aliens… a gente vê por aqui.

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      • Çarol

        setembro 22, 2014 #21 Author

        Acho que pode chamá-lo de Doc sim! Rosto diferente, gostos diferentes (como já dizia o Eleventh comendo mil coisas diferentes com a Little Amy ^.^) !!!

        Responder

  • vilton damiani

    agosto 27, 2014 #22 Author

    mas a clara não passou por todas as regenerações do doutor e viu todos os seus rostos como ela agora vai estranhar está regeneração.

    Responder

    • Tiago

      agosto 27, 2014 #23 Author

      Não, ela não passou, a Clara só conheceu, viveu e teve uma amizade com o 11th Doctor, os outros Doutores quem encontrou foram versões da Clara, que cruzou algumas vezes com o Doutor e o salvou, mas nunca chegou a conviver com eles, só o 11th que notou e conheceu outras duas versões da Clara. Ela não lembra das suas outras vidas e nem dos encontros com o Doutor, ela sabe que o Doutor se regenera e muda de rosto e tal, mas essa foi a primeira vez que a Clara vê a regeneração do Doutor.

      Responder

      • Maria Lourdes

        agosto 28, 2014 #24 Author

        Em Time of the Doctor, durante o alvorecer em Natal, a Clara referiu-se à possibilidade de regenerações como algo que o Doctor havia lhe contado, não como algo que ela tivesse realmente testemunhado. Mas ela lembra dos anteriores, sim, pois ao ver o War Doctor, ela disse: epa, desse eu não lembro… Acho que não passa disso, são vagas lembranças. E a reação dela foi puramente emocional, de aceitação mesmo, não racional. Ela sabia de tudo que dissemos, mas encarar a realidade é outra coisa…

        Responder

      • vilton damiani

        agosto 28, 2014 #25 Author

        valeu! tiago tinha esquecido disto.obrigado.

        Responder

    • marcos lima

      agosto 29, 2014 #26 Author

      isso teve diversas reclamações dos fãs ,em the time of doctor ela menciona que lembra,sim,talvez não claramente, por ser diversas vidas. Ela disse que so não conhecia o war doctor .Eu ao ver o episódio estranhei bastante tambem,mas entendi que Moffat queria mostrar a perspectiva do publico mesmo,em relação a mudança.
      Eu interpretei que ela se apegou ao 11th por isso era difícil para ela,e pelo fato dele ser o ultimo esse doutor é o inesperado …o que ela esta tentando confiar por ser diferente demais dos outros talvez ..

      Responder

      • Débora

        agosto 30, 2014 #27 Author

        Eu acho que ela até lembra das regenerações anteriores e talvez por isto ela estranhou tanto, porque se formos ver, parece que ele estava sempre rejuvenescendo quando regenerava, pelo menos foi assim com os últimos 3 e agora ele além de envelhecer, ele não conheceu ela, a personalidade dele mudou muito, não era mais acolhedora. Além dele não lembrar dela a princípio.

        Responder

  • Samuel

    agosto 27, 2014 #28 Author

    muito bom o episódio e o review.
    aquela “namorada” do Doutor, na minha opinião, pode ser uma Timelady (como aquela senhora de The End of Time).
    mas o episódio é MUUUUITO bom!

    Responder

    • Arlane Gonçalves

      agosto 28, 2014 #29 Author

      Episódio MUUUUITO bom mesmo!
      Obrigada por ler e gostei que tenha gostado 😀

      Responder

    • Çarol

      setembro 22, 2014 #30 Author

      Não acho que ela é uma namorada não… tá mais com cara de vilã, na minha opinião. Que nem como os vilões de temporada eram mencionados rapidamente em alguns episódios da 1ª, 2ª e 3ª temporada da série atual.
      Quando a River aparecia era totalmente diferente o jeito que eles criavam o mistério sobre quem ela realmente era.

      A Missy é vilã e está armando um plano sinistro pro Doctor….

      Responder

  • Leonardo Ribeiro

    agosto 27, 2014 #31 Author

    Amei sua review!

    Responder

  • Gabriel Siqueira Correa

    agosto 27, 2014 #33 Author

    nossa, muito bom esse ep, valeu a pena essa espera…
    acho q essa historia da namorada do doutor deve ser o “misterio” da season q deve ser revelado no final, igual as rachaduras na 7

    Responder

  • Luan

    agosto 27, 2014 #35 Author

    Também estranhei a Clara revoltada com as regenerações, ela pulou na linha do tempo dele ou entao a Clara que pulou não existe mais já que Doutor não morreu
    realmente não criaram uma personalidade para ela tao marcante e ficaram martelando a ideia de que ela era impossible girl e agora querem que ela seja maniaca por controle …
    Quando o Strax aponta a arma pra si tentando se matar lembrei imediatamente que os Sontarianos só podem morrer quando acertados na nuca por isso o fato deles serem bons soldados e nunca se renderem acho que foi uma falha no roteiro.

    Responder

    • Maria Lourdes

      agosto 28, 2014 #36 Author

      Tem algumas coisas que não combinam, mesmo. Ela pulou na linha do tempo dele quando o túmulo dele estava em Trenzalore, mas como ele não morreu ali (não dessa vez, pelo menos), como fica a estória?
      Quanto a ela ser mandona, o próprio 11o. já a tinha descrito assim, e ela gostou (Nightmare in Silver, ou o anterior).
      Strax: o que acontece é que o ponto fraco da armadura dos Sontarans é a nuca, e não que ele não possa morrer se levar um tiro sem armadura. Só pode ser essa a explicação.

      Responder

  • Lucas Felix

    agosto 27, 2014 #37 Author

    Ótima review. Acho que estamos prestes a viver uma nova era de Doctor Who. Finalmente, já era hora. Novamente, gostei muito de ler sua review 😀

    Responder

  • Adriano

    agosto 28, 2014 #39 Author

    Excelente Review, concordo parcialmente com o que disse, tive que ler algumas coisas de novo para aceitar. entenda eu não estou sendo contra, apenas tenho outro ponto de vista que no final chegaria no mesmo caminho.
    O marido da Elisabeth Sladen em DW!!!!! foi uma surpresa e tanto. saudades de Sarah Jane.
    Assisti este episódio com a mente zerada sabendo que vamos começar tudo do zero. sabendo que to começando do zero como muitos que vão conehecer do DW a partir desde episódio e depois vão atrás dos anteriores. esse novo Doutor menos galã mais sombrio é algo que ainda quero ver em outros episódios mas dá a entender que era um lado que faltava. tava bonzinho demais. só no primeiro com o Christopher Eccleston era deste jeito, que a Rose Tyler foi humanizando fazendo ele sair do lado mais sombrio.
    Teve algumas cenas forçadas, as partes cômicas foram poucas também.

    Responder

  • Coruja

    agosto 28, 2014 #40 Author

    Eu acho que “Paraíso”, é porque aquele planeta resort, era a prova de timelords. Lembrando que lá existem um vírus letal para seres de dois corações. Então é um dos poucos lugares que o 12th Doutor jamais poderia ir. (o 11th é quem descobre sobre o vírus).

    Eu gostei de como assim como o Matt, usou as frases do Tennant na premiere dele, o Capaldi usava o “Sexy” para algo diferente.
    E o 11th sempre cuspia bebidas alcoólicas. Vinho, principalmente.
    Esse novo Doutor beber e ainda oferecer um drink, além de sugerir um suicídio mostra que ele não veio pra brincadeira.

    Responder

    • Maria Lourdes

      agosto 28, 2014 #41 Author

      É verdade, Coruja, agora estou me lembrando de que o resort tinha um vírus e que era à prova de seres com dois corações! Não me lembrava disso! E como reconheci o lugar quase imediatamente, sei que foi proposital e que era mesmo para a gente reconhecer. Então, esse é um ponto importante na construção da estória, pois como consequência a Missy NÃO É uma Timelady, não é a Romanadvoratrelundar nem The Rani…

      Responder

  • The-not-me

    agosto 28, 2014 #42 Author

    Gostei do episódio, e excelente review, não tinha notado algumas referências!

    Quanto a mulher misteriosa, eu diria que é (quase) certeza que ali é o mesmo cenário de ‘The Girl Who Waited’, já que a única diferença é que o do episódio da 8a está mais jardinizado. Até aquela árvore meio arredondada atrás do muro ali atrás é igual! Já mais detalhes quanto a isso, não sei, já não lembro mais tanto do The girl who waited.

    E essa mulher, será que é mesma da loja e a mesma que mandou o enigma no jornal? Se sim, sem dúvidas ela é viajante do tempo ou coisa do tipo. Do jeito que o Moffat é, pode ser qualquer uma, a Clara, a River, ou até mesmo minha vizinha, hahahaha. Apesar de que como o Moffat disse que qualquer um poderia começar assistindo a série desse episódio, não acho que ele usaria elementos das temporadas anteriores que dificultassem para aqueles que começaram a série agora (ou usaria?).

    Responder

    • Maria Lourdes

      agosto 28, 2014 #43 Author

      Hey, not-you, você está certo, é exatamente o mesmo cenário. Só que parece mais novo, mais fresco, como se o episódio da Amy fosse séculos depois desse. Pode ser.
      Fui ver o episódio da Amy de novo, em Apalapucia, e percebi – adivinhe – que a Missy é a CARA da Interface do planeta. Não a mesma atriz, talvez, mas uma caracterização semelhante.
      Quanto ao reboot da série, ou seja, não usar coisas das séries anteriores, acho que é meio tarde para isso, não? O Doctor fez tantas referências aos seus eus passados que até rever o 4o. Doctor pode ser necessário! Eu vou adorar!

      Responder

      • The-not-me

        agosto 28, 2014 #44 Author

        Revi aqui a cena também, e realmente, são bem parecidas! Mas, como e porque o Android iria parar lá?
        A Missy também demonstra que conhece o Doctor, o que faz com que ela talvez tenha o número dele também, quem sabe? Sem contar que a TwoStreams era cheia de coisas de tempo-espaço, o que dá a entender que eles tem tecnologia para isso. No mais, é esperar pra ver.

        Responder

  • Rodrigo Lima

    agosto 28, 2014 #45 Author

    Estou muito ansioso para descobrir quem é ela a Missy!
    Será ela o Mestre a Rani a River Ou a filha do Doutor?
    Mais sei que qualquer um desses seria fenomenal!
    Moffat é muito Genial!

    Responder

  • Sharla

    agosto 28, 2014 #46 Author

    Amei mto esse capirulo, apesar de dexar vc se perguntando qm é essa mulher estranha q aparece no final. Espero q os proximos sejam melhor ainda. Amei o Review. Mto bom. Tb vou demorar a me acostumar com a nova mudança da TARDIS. A parte q mais amei do cap foi qdo o Matt apareceu, nossa aqla ligação me fez chorar de emoção. A entranda achei diferente, vou demorar a me acostumar com ela. Foi mesmo um fã q fez? Amei mto do Review vc me fez lembrar de varias partes q eu tinha esquecido das temporadas passadas. Aqla Missy me fez lembrar daqla mulher q tomou o bebê da Amy (esqci o nome dela), será q ela será ruim como a Madame lá do Demons Run. Parabéns pelo trabalho.

    Responder

    • Maria Lourdes

      agosto 30, 2014 #47 Author

      Foi mesmo um fã que fez a abertura, veja no youtube “Doctor Who original concept Peter Capaldi”, achei que está até muito melhor que o produto final que foi ao ar.

      Responder

      • Sharla

        setembro 3, 2014 #48 Author

        Nossa que legal. Obrigado por responder. Vou dá uma olhada sim. Obrigado

        Responder

  • Jesse

    agosto 29, 2014 #49 Author

    Ninguém reparou que o Doctor deu o relógio para o mendigo, em troca do casaco?

    Responder

    • Juan

      agosto 29, 2014 #50 Author

      O próprio doctor disse que deu o relógio favorito pelo casaco .-. .

      Responder

      • Maria Lourdes

        agosto 30, 2014 #51 Author

        Nao era o fob watch de Human Nature, pois esse ficou com o garoto que sobreviveu. Então, qual relógio? Fiquei confusa…

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  • Cecília S.

    agosto 31, 2014 #52 Author

    Só eu senti um retorno de Neil Gaiman e fiquei com a ideia de que a Missy é a TARDIS?

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  • Nicolas Mattos

    setembro 1, 2014 #53 Author

    Eu acho que esse negócio do Doctor ser alguém que ele já conheceu, é só o que o 4th disse. Vai ver na hora da regeneração ele lembrou do rosto dele e… Aconteceu !

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  • Gustavo

    setembro 1, 2014 #54 Author

    Ótima review, parabéns.
    O episódio é ótimo. Capaldi já tinha o meu voto de confiança e não me deixou na mão. Achei sensacional o modo como ele é novo, diferente dos anteriores, mas você pode sentir que é o Doctor, tudo o que vimos até agora está lá.
    O episódio é cheio de referências. Muitas das citadas na review eu tinha percebido. Mas alguém lembrou do episódio Rose quando o Doctor vem e pega a manhã da Clara?

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  • Sharla

    setembro 3, 2014 #55 Author

    Vc falou sobre a imagem dos capitulos da Amy e da Missy. Vcs já repararam q tb é a mesmo lugar no capitulo 07 da 3 temporada de Sarah Jane. Tava assistindo o capitulo hj e reparei. Esse lugar deve ser mto bonito pr eles aproveitarem varias vezes.

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    • Maria Lourdes

      setembro 6, 2014 #56 Author

      É verdade!!! Será que a BBC está com falta de cenários, ou usaram o mesmo, propositalmente para Doctor Who, sem se lembrarem que já haviam usado para outras séries?

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      • Sharla

        setembro 18, 2014 #57 Author

        É uma coisa q dá pra se perguntar. Deve tá com falta de cenários. É só eles virem pra cá (aki no Brasil tem varios lugares bonitos), ai não vai precisa repetir cernarios. Mas acho q eles devem ter esquecido. Mas esse lugar parece ser mto bonito.

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  • Daniel Soares

    setembro 5, 2014 #58 Author

    Galera, com todo respeito…
    Não quero nem saber se a Clara tava pegando o Doutor, se tinha interesse ou não, se ela jogou a chave de fenda no saco dele, tanto faz…

    O que importa na série é o DOUTOR, e felizmente eles acertaram (e como)! O Capaldi fez 100 vezes melhor o que o Matt não conseguia fazer a tempos: Ser o Doutor alienígena imprevisível e fascinante que todos nós queríamos.

    Grande reviravolta de qualidade para a série!

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  • Abner

    setembro 5, 2014 #59 Author

    Esqueceram de comentar sobre a enfase que o Doctor deu ao afirmar “já ter visto aquele rosto” (de sua nova regeneração), que pode muito bem remeter ao romano que o Tenth salvou no episódio “Fires of Pompeii” que também foi interpretado por Peter Capaldi, ainda mais com referências romanas no episódio. Tenho certeza que tem alguma ligação ai.

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    • Sharla

      setembro 19, 2014 #60 Author

      Deve ser isso mesmo. Eu tava tentando enterder por que ele diz isso. E vc diz q ele participou, ai eu lembrei q foi na 4 temporada. Será q isso será um misterio pr o futuro?.

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  • Larissa Pontes

    setembro 8, 2014 #61 Author

    Também tem a referência à fala do Tenth “You redecorated. I don’t like it!” que a Clara falou haha Eu achei esse episódio longo demais, mas bem interessante. Já fui com a cara do Capaldi antes mesmo de ele aparecer porque ele me lembra o Hugh Laurie e sou órfã de House. Mas realmente parece um Doctor como os outros. Maravilhoso 😀 ótima review a sua.

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  • Martin Galore

    setembro 20, 2014 #62 Author

    Larissa, e eu o mesmo que você! Eu gosto do Capaldi por In the Loop, mas eu sempre me lembrei de House também, que, ironicamente, é igual a Malcom Tucker (Peter Capaldi).

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