Review de ‘The Angels Take Manhattan’

Publicado por em 27 de setembro de 2012
Categoria: Doctor Who, Reviews

Review feita por Benjamin Tavener (Criador e Editor da Geographybase)

Spoilers depois de more.

A frase do Doctor “eu odeio finais” fala por todos nós agora que o temido episódio da “queda dos Ponds”, “The Angels Take Manhattan”, acaba de chegar.  Esta é uma aventura verdadeiramente tocante e não deve ser assistida sem uma caixa de lencinhos ao seu lado. No entanto, não é tudo dor e tristeza, já que o episódio contém vários momentos de descontração que conseguirão levantar seu ânimo, mesmo que brevemente. Se você está disposto a ler meu veredito adiantado sobre “The Angels Take Manhattan” então, por favor, continue a ler. E oh, falando nisso, não pisque!

“The Angels Take Manhattan” começa nas sombrias profundezas do centro de Nova York de 1930, com uma narrativa cinematográfica feita por uma personagem chamada Sam Garner (interpretado por Rob David). Garner  é convocado por um desonesto empresário velho chamado Grayle e é dado a missão de investigar um bloco de apartamentos abandonado, Winter Quays, nas profundezas de Manhattan. Entretanto, há um problema:  no assustador bloco de apartamentos ele tromba com um homem moribundo de mesmo nome e também encontra uma sinistra estátua. Imediatamente começa a abertura, e nós estamos na Nova York atual, descansando com o Doctor, Amy e Rory no Central Park. O Doctor acaba de desenvolver uma nova paixão pela leitura, e seu livro de escolha é sobre uma certa detetive particular chamada Melody Malone. Essa cena pacífica, relaxante dá ênfase à proximidade dos três e é definitivamente um momento de calma antes da tempestade.

Entediado da incomum falta de atividade dos seus companheiros, Rory se voluntaria a pegar um café para Amy e o Doctor. É no seu caminho de volta, quando Rory encontra uma assustadora e risonha estátua de querubim, que a aventura realmente decola em um ritmo um tanto acelerado.  Sem revelar muito, Rory é transportado para 1938, onde ele conhece alguém que é muito familiar para ele. O Doctor e Amy então correm pelo tempo e espaço em uma tentativa de salvar o Centurião Solitário. Essa tocante história tem seu clímax quando o Doctor descobre que ele deve dar o seu adeus definitivo a Amelia Pond…


A atuação nesse episódio é simplesmente indescritível. Matt Smith nos mostra que ele realmente merece e domina o papel do Doctor e em um curto período de tempo explora todas as facetas da personalidade do grande Time Lord. Na sua maneira inimitável de sempre, Smith gloriosamente retrata as emoções de felicidade, raiva, diversão e tristeza. Karen Gillan também está no seu ápice nesta semana durante o seu emocionante episódio final. Ela consegue representar tão bem o amor e coragem no caráter de sua personagem que nós até esquecemos a Amy “má” de “Asylum Of The Daleks”. No entanto, a ironia é que Karen Gillan nos faz querer descobrir ainda mais sobre Amy Pond, o que eu tenho certeza que fará muitos gritar com a televisão durante conclusão dessa história. Quanto a Arthur Darvill, ele nos mostra um Rory sensível e muito mais profundo que é muito mais que apenas engraçado ou bobo. Seu amor e devoção à Amy é tocante e sua revelação de que ele não pode viver sem ela é verdadeiramente comovente.

Alex Kingston também retorna esta semana, interpretando, obviamente, a esposa do Doctor, Professora River Song. É evidente que Kingston interpreta uma River muito mais madura, que não está distante daquela que vemos em “Forest of the Dead”. Contudo, River também mostra o lado namorador de sua personalidade em algumas cenas hilárias com o Doctor. A personagem de River é usada muito bem neste episódio e tem um merecido tempo de participação de pelo menos trinta minutos. Sua personagem também mostra saber muito mais sobre o Doctor do que ele mesmo, o que é mostrado de maneira evidente em uma cena em que ela diz a ele: “O mais importante é: não viaje sozinho!”

A direção de “The Angels Take Manhattan” é maravilhosa. Todos os ângulos e cenas transbordam um apelo e escala cinematográficos. O cenário de Nova York é usado bem e não é uma oportunidade desperdiçada. Mesmo nas cenas filmadas em Cardiff, Nova York ainda está presente com a mágica do CGI. Nick Hurran faz o grandioso trabalho de criar uma transição muito tranquila entre a atmosfera sombria de um suspense no estilo de Alfred Hitchcock e as iluminadas cenas ao ar livre no Central Park dos dias atuais. Um dos melhores aspectos da direção de Hurran que é realmente excepcional é que ele presta muita atenção aos detalhes. Em uma cena em que Rory entra no bloco de apartamentos Winter Quay, por exemplo, um Weeping Angel é visto com as mãos sobre seus olhos. No entanto, quando Rory fecha a porta, o Anjo está bravo e com seus dentes de fora. Detalhes como este apenas contribuem para o tom assustador e tenso do episódio.

Sobre os Weeping Angels, eles são muito bem usados dessa vez, encaixam-se perfeitamente em Nova York e são tão assustadores quanto foram em “Blink” (S03E10). Sinistros Querubins Risonhos são uma boa adição para a família dos Anjos e uma nova reviravolta.

As interferências de Murray Gold nesse episódio são ótimas. A música é uma parte importante do episódio e novas faixas são usadas. Por exemplo, aos 30 minutos do episódio, há uma música incrível  que provocará arrepios na espinha. Há também uma variação de “I’m The Doctor”, usada perfeitamente em uma cena entre o Doctor e River. No entanto, a faixa mais notável do episódio é “A Lonely Decision”, que também foi usada no final de “The Power of Three”. Essa faixa foi usada no melhor momento possível e com certeza te fará chorar.

A mudança na sequência de abertura é um pouco mais substancial dessa vez. A TARDIS percorre um vórtex preto, possivelmente antecipando o triste fim dos Ponds. O logo de Doctor Who aparece em verde, representando os Anjos. A temática central desse episódio é o casamento. É um tema que se repete na história e visto claramente quando, no final Amy escolhe sua vida de casada com Rory a vida com um Louco com uma Caixa.

Em termos de antecipação, ao fim do episódio há indícios de que River retornará. Só não sabemos quando. Logo após os créditos finais temos um mini teaser trailer (10 segundos) do Especial de Natal de 2012, algo que aguçará o apetite dos Whovians.

Concluindo, é um perfeito adeus para os dois dos melhores, mais leais companions que o Doctor Who já conheceu. Este é sem dúvida o melhor episódio da era Matt Smith até agora. Embora não possa revelar como Amy e Rory acabam, posso te dizer uma coisa. Se você acha que descobriu como será o final, pense novamente e se prepare para as reviravoltas!

Melhor diálogo:

River Song: “Parece que a pessoa que matei nunca existiu. Aparentemente não há registros dele. É como se tivesse se deletado de todos os bancos de dados do Universo.”

The Doctor: “Você disse que eu fiquei grande demais.”

River Song: “E agora ninguém nunca ouviu falar de você. Você não costumava ser alguém?”

The Doctor: “Você não é a mulher que matou o Doctor?”

River Song: “Doctor Who? (Doutor quem?)”

Nota do episódio:  11/10

Review feita por Benjamin Tavener (Criador e Editor da Geographybase)

 

Informações:

Data do episódio: 29 de Setembro de 2012 (BBC One & BBC One HD)

Escrito por Steven Moffat   Dirigido por Nick Hurran

Cast: Matt Smith (The Doctor), Karen Gillan (Amy Pond), Arthur Darvill (Rory Pond-Williams), Alex Kingston (River Song), Mike McShane (Grayle), Rob David (Sam Garner), Bentley Kalu (Hood), Ozzie Yue (Foreman), Burnell Tuckner (Old Garner), Zac Fox (Photoshoot PA)

Fonte

Universo Who: Este conteúdo foi escrito por algum dos autores do antigo Universo Who (Breno Costa, Time Lady, Matheus Carvalho, Eddy ou Débora) antes da volta do site em Fevereiro de 2012, por Barbs ou Luíza Czarnobai, antigas membros do site novo, ou por algum colaborador não-integrante da equipe do site.

9 Comentários em “Review de ‘The Angels Take Manhattan’”

  1. Gabriel disse:

    Como pode já ter feito review se o episódio nem saiu?

  2. M. disse:

    EEEEEEEE CARAAAAAI
    VOU CHORAR MUITO! @_@

  3. Lucas Fernando disse:

    Não tem como assistir os episódios no próprio site sem precisar dar o download.

  4. Yuri disse:

    Nossa, que triste. O maior spoiler do site!! Mas resistirei a tentação. ;P

  5. Bruno disse:

    Só posso pensar numa frase: DONT BLINK.

  6. Paula disse:

    só de ler o spoiler meu olho quase encheu d’agua! Prevejo muitas lágrimas com essa despedida! hihi :/ as melhores expectativas pra esse episódio!

  7. Bruno disse:

    Incrível como a produção consegue em poucas locações e meia dúzia de atores fazer uma história tão complexa (e completa!) como essa foi.

    Apesar de Rory não ter tido a oportunidade de ^se despedir^ apropriadamente (pra que raios parar para olhar para uma lápide?), Amy fez isso lindamente, tanto ao vivo quanto na carta. De alguém platonicamente apaixonada pelo Doutor, nos ^dez anos^ (300 para ele) que passaram juntos ela cresceu e se tornou mãe (“comporte-se, cuide dele”) e esposa (“pelo menos vou estar com meu amado”, Amelia Willians (e não mais Pond) na lápide) e sogra (^melhor ficar só com a ciência, garoto^) e por que não dizer a melhor amiga do décimo primeiro Doutor, que terminou de coração partido e mais uma vez sozinho, no banco da praça em Nova Iorque, onde nossa aventura começou.

    Amelia Pond, a garota que esperou, que tenha vivido seus 87 anos em paz, com o verdadeiro amor de sua vida, o centurião que a esperou por 2000 anos (e diversas vidas), sabendo que os 3 anos que esteve conosco, sua audiência, foram ^fabulosos^…

    PS Espero que o Doutor (ou River) tenha(m) a decência de ir avisar ao Brian o que aconteceu com seu filho e nora, que não vão mais voltar. Uma pena que não tivemos/teremos mais aventuras com a excelente participação dele.

  8. Erik Avilez disse:

    Puts, Bruno, nem lembrava do Brian, verdade! rs

    Esse episódio… Me fez chorar com Doctor Who pela primeira vez. Na despedida do Tennant meus olhos encheram d’água, mas consegui segurar.

    Mas da cena do topo do Quay até a última cena lágrimas indiscretas ficaram me molhando. Foi realmente muito tocante, principalmente a despedida dela.

    Foram três anos muito bons. To muito contente com o que o Moffat criou, toda a dimensão lendária que ele deu aos companions (O Último Centurião e a Garota Que Esperou, entre tantos outros nomes épicos que caberiam aqui), e, por isso, muito triste com o fim.

    Pensar que nunca mais vou ouvir um “Come along Pond” me parte o coração.

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