Primeiramente gostaria de pedir desculpas pela demora na review, mas essa semana as coisas foram um pouco corridas, porém a partir da próxima prometemos... Review: Class 01×01 e 01×02

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Primeiramente gostaria de pedir desculpas pela demora na review, mas essa semana as coisas foram um pouco corridas, porém a partir da próxima prometemos uma review mais próxima do lançamento do episódio, entre terças ou quarta, combinados? Sem mais delongas, vamos logo falar desse episódio.
O que você pensou quando Class foi anunciado? Confesso que fiquei com um pé atrás, era uma proposta que ao mesmo tempo se aproximava e se distanciava do universo de Doctor Who. Ameaças alienígenas em um local restrito que não pode receber o Doctor? Ok, super válido! Esse lugar fechado se passar numa escola, mesmo sendo Coal Hill, já me deixou um pouco ressabiado. Será que daria certo? Será que iriam fazer de uma forma que chamasse atenção e não caisse nos clichês de dramas adolescentes? Foge bastante do que estamos acostumados a ver em Doctor Who, e causa uma certa estranheza. Entretanto quando as novidades começaram a sair, o ânimo foi sendo criado no fandom para aqueles que, como eu, estavam reticentes com a proposta do programa. Posso adiantar a vocês que isso tudo contribuiu bastante para o meu encanto com a série, pois adorei bastante coisa do que me foi apresentado. Teve defeitos e problemas? Teve, mas a série conseguiu me ganhar mesmo assim. Mas vamos logo para a review do episódio, e eu já adianto, ela contém MUITOS spoilers.

Começando com um breve resumo do episódio, ele começa com uma perseguição com a professora Miss Quill e um aluno correndo para fugir de uma sombra capaz de tomar uma forma macabra. Entretanto, já nesse comecinho somos pegos por um mistério, pois a Miss Quill não pode atirar com a arma que carrega, passando a responsabilidade para o aluno que não consegue atirar a tempo e acaba sendo morto pela Sombra. Logo em seguida, vamos sendo apresentados aos quatro protagonistas da série, e destaco que apesar de simples a apresentação deles foi bem competente. E os quatro personagens possuem personalidades bem distintas e delimitadas, e para completar o carisma dos atores faz com que você se identifique com eles num primeiro momento, ou até mesmo ser um integrante daquele grupinho. Porquê além de pessoas bem legais, vai dizer que você não gostaria de viver altas aventuras alienígenas no colégio e ainda de quebra conhecer o Doutor (Capaldão, CapalGod!).

Algo que me chamou bastante atenção nesse episódio foi o pouco espaço para enrolação. Não sabemos se isso será uma constante na série, mas foi legal ver que a paixonite da April pelo Charlie logo foi resolvida, sem cair naquele clichê vicioso da menina que se apaixona por um menino de sua turma que é gay e isso é enrolado por episódios a fio. Charlie foi curto e gentil na sua resposta ao convite para ser a companhia de April no Baile de Outono, e de quebra já se estabeleceu um relacionamento pra ele. De forma rápida, porém sutil foi dado à Charlie a companhia de Mateouz que participou de boa parte da ação do primeiro episódio e que deve ser um personagem recorrente na série. Tanya e Ram também foram bem introduzidos, enquanto a primeira foi apresentada como uma adolescente com uma inteligencia para a parte de exatas além da média, o segundo foi mostrado como um atleta bastante focado em sua performance como jogador de futebol e o quão importante é o esporte para ele. Além disso, os dois ao lango dos dois episódios foram desenvolvendo uma conexão bastante interessante motivada pela perda de pessoas próximas. E toda essa diversidade na personalidade do grupo que o torna tão especial e cativante ao mesmo tempo, fazendo com que a gent se importe com cada um deles.

Com o desenrolar dos preparativos do baile, somos apresentados a história que provavelmente irá nortear a primeira temporada da série. Descobrimos então que Miss Quill e Charlie são conterraneos do planeta Rhodia, porém de espécies diferentes que estavam em guerra devido à uma crise econômica. Charlie era príncipe dos Rhodianos, enquanto Miss Quill fazia parte do grupo dos rebeldes Quillianos, dai o seu pseudônimo aqui na Terra, e após o fim da revolta ela foi condenada a ficar ligada ao príncipe e protegê-lo e nunca fazer nada para machucá-lo. Entretanto, o planeta foi atacado pelas Sombras que dizimou o planeta, restando apenas os dois, que foram salvos por ninguém menos que o Doutor. A participação do Doutor serve apenas para atrair os telespectadores para série, visto que sua participação é bem reduzida, deixando bem claro que ele não aparecerá ali sempre para resolver os problemas de Coal Hill (o universo inteiro ainda precisa dele) e que o grupo terá que se unir a Miss Quill para ajudar a defender a escola.

Após ser atacada pela sombra, também conhecida como Corakinus, April passa a dividir a mente e o coração com o monstro, impedindo que o grupo aniquile o alienígena de vez, delimitando assim um possível arco para a temporada inteira. É bom que isso seja estabelecido mesmo para que a série não vire apenas um procedural de caso alienígena da semana, fazendo com que fique mais gostoso de se acompanhar a história.

O segundo episódio não avança na trama principal e tem um ritmo mais lento que o anterior. Nele temos o foco em Ram, e como o mesmo está lidando com a perda da namorada Rachel que foi morta por Corakinus e se adaptar com a situação da sua perna biônica que está atrapalhando muito sua performance como jogador de futebol. Aliada a essa situação, temos o seu treinador que começou a apresentar um comportamento estranho e um dragão que está esfolando algumas pessoas da escola. A resolução do caso não me agradou muito, com um discurso meio piegas de Ram e uma rapidez na solução muito grande. Porém, como eu disse o episódio não acrescentou muito a trama principal servindo mesmo apenas como um filler para a temporada. Nos resta esperar o que o próximo episódio trará de evolução na trama, e caso não, o monstro da semana seja mais interessante do que o do segundo episódio.

Quer saber mais dos episódios? Não esqueça de ouvir o nosso PodCast sobre o episódio que conta com uma participação pra lá de especial. E você? Quais foram as suas primeiras impressões de Class? Quais são as suas expectativas para a primeira temporada da série? Não deixem de comentar!!

Vinícius Viana

Farmacêutico, 26 anos, professor, aspirante a Doutor e completamente viciado numa tal série de um cara louco que viaja no tempo numa cabine de polícia azul.

  • Nina

    novembro 17, 2016 #1 Author

    Olha Vinícius(xará do meu irmão) eu fiquei bem impressionada com o primeiro episódio porque eu pensei que seria bem diferente. Ainda falando do ep.1, eu gostei bastante dele em geral, os cinco personagens principais são ótimos e achei muito legal a diversidade das histórias pessoais de cada um. De início, na abertura, eu imagina que seria algo mais: iuiuiiiiiii….uuuuu..uuiiiii….kkkkkkk’, só que foi bem legal, dançante. Eu gostei, em parte, do 2º episódio. O mistério que rolou nos minutos iniciais foi louco. Nunca imaginei que algo no universo de Doctor Who poderia ser tão pesado quanto a esfolação das pessoas nesse episódio. Só que eles passaram uns 35 minutos de episódio tentando descobrir o que estava acontecendo para ter aquele desfecho? Sinceramente, esperava mais. Eu sei que não é Doctor Who, mas eles poderiam ter dificultado mais, o monstro foi destruído com umas palavrinhas? Tudo bem que Matt Smith abria a boca pros vilões, mas ele não só fazia isso. Ram disse algumas palavras e o monstro simplesmente pegou o técnico e levou ele para a fenda. E o que é pior, o que eu desejava que não: o terceiro episódio acaba de forma parecida. Fácil demais. Eu gostei do todo, mas são 43 minutos, em média, que podem ser aproveitados de forma melhor. Espero mesmo que os próximos episódios me tirei o folego. Ao meu ver, uma série boa não é aquela que faz episódios para encher a temporada. Tem que ser cada episódio, uma história marcante. Como Doctor Who faz. São poucos os episódios que deixam um ar de “poderia ter sido melhor” ou “desnecessário”.
    Falo demais. Vocês são ótimos. Ass: Nina

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  • Nina

    novembro 17, 2016 #2 Author

    Ah!!! A Clara não é minha companheira preferida, mas eu gostei de ver o nome dela naquela placa no final do primeiro episódio. E o da Susan Foreman também estava lá.

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