Há muito pretendíamos lançar reviews semanais referentes aos episódios da série aqui no Universo Who, mas por diversas razões isso só foi concretizado essa...

Há muito pretendíamos lançar reviews semanais referentes aos episódios da série aqui no Universo Who, mas por diversas razões isso só foi concretizado essa semana. Conheçam Camilla Picheth, do Serial Cookies, a partir de agora responsável pelas reviews aqui do site!

PS: Vou aproveitar esse climão pré-despedida dos Ponds e lançar a cada dia dessa semana a review de um episódio (ou quase isso…). Enjoy!

Por Camila Picheth:

Sempre fui fã da escrita wibbly-wobbly de Steven Moffat. Acho que ele é capaz de criar personagens fortes e misteriosos e tramas bem amarradas. Ele fez um fantástico trabalho trazendo o 11º Doctor à vida e nos envolvendo numa história cheia de suspense com os Silence. Na estreia da 7ª temporada, no entanto, foi possível descobrir a criptonita do roteirista: os Daleks.

 

Acredito que o episódio mais fraco do 5º ano foi Victory of the Daleks, e pensei que Moffat iria se redimir com esse início de temporada. Mas embora a história seja interessante, o maior defeito é a perda de identidade desses robôs nazistas que foram inventados lá na década de 60. Uma das características que eu mais gosto do Moffat é que com ele nada é preto ou branco; ninguém nunca é totalmente bom ou totalmente ruim. Porém, foi exatamente esse ponto de vista que prejudicou o episódio. Não me entendam mal, adorei ver Daleks humanos sleepers e me deu um medinho estilo The Walking Dead com aqueles cadáveres se movendo como zumbis. Mas juntando esse conceito com o próprio asilo e o “trato” feito com o Doctor, os Daleks perderam um pouco de sua essência. Esse é um grupo de personagens que não precisa e não deve ter um desenvolvimento. Daleks exterminam tudo que não é Dalek. Orgulho e ódio os definem, e eles seguem esse padrão por mais que ele não seja a melhor estratégia. É isso que torna esses vilões tão assustadores. Essa trama toda de converter humanos os trouxe perto demais dos Cyberman, que possuem um objetivo completamente diferente. Só houve um Dalek que saiu ganhando com a escrita do showrunner: nossa querida Oswin Oswald.

Assim como todos os fãs, sabia que Jenna-Louise Coleman faria seu debut como companion no episódio de Natal, então fui totalmente pega de surpresa com a sua aparição. Estou triste com a partida da girl who waited, mas o futuro parece promissor com a girl who can. Não sei como Moffat vai trazer Coleman novamente para a história, mas se sua personalidade for como a demonstrada nesse episódio (e tudo indica que será), teremos ótimas tramas em 2013. Li algumas reclamações de fãs dizendo que as personagens femininas de Moffat possuem sempre a mesma personalidade. É verdade que Amy, River e Oswin possuem várias qualidades semelhantes, mas dizer que as três são iguais é um erro. Sem contar que para estar ao lado do Doctor, elas precisam ter esse perfil. Achei Oswin fantástica, e o fato dela ser um gênio e colocar muitas referências e flertes nos seus rápidos diálogos não me incomoda nem um pouco. O que me incomodou quanto aos personagens foi essa separação da Amy e do Rory. Até fiquei animada ao ver a briga dos dois no final de Pond Life e o pedido de divórcio no início do episódio. Claro que os dois iriam ficar juntos novamente, mas essa nova situação tinha tantas possibilidades para sua causa e consequências. E dai a Amy me solta aquela explicação. Eu entendo o que o Moffat quis colocar ali – sei que ele não estava querendo dizer que mulher que não pode ter filho é inválida – mas mesmo assim é um péssima razão. Como assim os dois não discutiram nada sobre o assunto? Isso era tão fácil de se resolver que eles fizeram as pazes em cinco minutos. Desperdício de uma trama interessante.

Mesmo com esses defeitos (e a grande dúvida de como a voz de Oswin não a revelou como Dalek durante toda a trama), Asylum of the Daleks foi um episódio legal. O mais fraco dos inícios de temporada de Moffat, mas dizer que foi horrível é exagero. Tivemos ótimas tiradas, uma atitude badass do Rory e a melhor resposta de Amy quanto ao seu temperamento. Adorei o final da história, com os Daleks e o próprio Doctor indagando a pergunta feita em The Wedding of River Song: Doctor Who? Será que esse ano iremos mesmo descobrir seu verdadeiro nome?

Universo Who

Publicações feitas por colaboradores que em algum momento fizeram parte da história deste site desde 2009, mas que não mais fazem parte do projeto.

  • Lara

    setembro 25, 2012 #1 Author

    Essa foi a melhor crítica ao primeiro episódio que li. Sei lá, alguém que compreendeu bem as falhas desse episódio, e que ao mesmo tempo não avacalhe.

    Acho que, com essa problemática dos Ponds, seria muito mais viável um relacionamento mais frio, algo assim, não uma separação de repente por conta disso. Só foi uma tentativa frustrada de dar mais “”amadurecimento”” ao relacionamento deles.

    Amo o Moffat, mas acho que ele mexeu demais nos Daleks. Deixar Daleks humanos foi algo que eu não curti muito.

    E quanto a repetição de tipos, acho que tem um pouco sim, mas nem ligo, risos. Contanto que a Oswin não reapareça usando a técnica River conhecendo-pelo-final, acho que tá de boa, haha.

    Responder

  • Fernando

    setembro 25, 2012 #2 Author

    Já eu penso diferente. Achei o Asylum of the Daleks o melhor início de temporada da era atual da série um dos melhores episódios dos últimos tempos. Ao meu ver não vai contra a característica dos Daleks terem negociado com o Doutor, uma vez que se me lembro bem, quando eles se conheceram os Daleks tentaram negociar com ele. Além do mais os Daleks evoluíram como personagem se olharmos a longo prazo, mantendo mesmo agora a sua essência de querer exterminar tudo o que não é Dalek.

    Responder

  • Yuri

    setembro 25, 2012 #3 Author

    Concordo… os Daleks ficaram meio amolecidos nesse episódio. Claro que sequestrar o Doctor e pedir pra ele descer ao Asylum e destrui-lo tinha uma segunda intenção escondida, que era destruir o “predador” junto às “presas”. Mas mesmo assim, os Daleks demostraram medo, uma rachadura em sua carapaça metálica que até pode prejudicar os próximos enredos com eles.

    Ótimo review, parabéns!

    Responder

  • diego leal

    setembro 25, 2012 #4 Author

    gostei bastante do episodio,para mim o melhor ate agora,quanto aos daleks fiquei bem satisfeito com o que o moffat fez,finalmente algo novo em relação a eles,do modo que eu vejo as aparições deles em vários episódios de temporadas passadas foram sem necessidade,quase como para satisfazer os fãs,entendo que os daleks são uma versão nazista sci-fi,mas as vezes a repetição sem evolução cansa,eu mesmo gostaria que tivesse dado certo aqueles daleks humanos da terceira temporada,imagine o quanto eles cresceriam, poderíamos ter briga entre estas facções deles,seria uma riqueza a mais para sua mitologia e historia,então que venha moffat e nos apresente monstros a muito conhecidos de uma maneira nova e sempre surpeendente.

    Responder

  • Gustavo

    setembro 25, 2012 #5 Author

    Bom, Matheus, minha teoria sobre a voz da Oswin não ter saído dalekficada é que ela poderia estar, inconscientemente, usando algum tipo de super auto-tune nas ondas sonoras 🙂
    Ótimo trabalho de vocês, UniversoWho > Universo!

    Responder

  • Danilo

    setembro 25, 2012 #6 Author

    Achei que faltou omentar uma coisa muito importante que aconteceu no episódio, que foi os Daleks terem “esquecido” o Doctor.

    Responder

  • Manuel

    setembro 25, 2012 #7 Author

    Muito boa a análise, falou tudo que eu achei ruim nesse episódio, com exceção da Oswin, eu achei ela muito forçada, mas foi apenas uma primeira impressão (não me crucifiquem), eu já falei antes aqui sobre a voz dela não ter saido Dalek, mas repito de um modo não científico para todo mundo entender: Quanto você está sozinho como você pensa? Você pensa com a sua voz certo? Como se você tivesse falando dentro de sua mente!! Se de alguma forma você consegue exteriorizar esse pensamento, você consegueria conversar com alguém, o Doctor poderia ter explicado porque obviamente deixou muita gente intrigada.

    Responder

  • Thais Pond

    setembro 25, 2012 #8 Author

    Aeeeeeeee! Reviews do Universo Who, gostei de veeer! E por alguém que soube escrever muito bem e defender seus pontos de vista. Arrasaram na escolha, gente! Bem-vinda, Camila!

    Nunca havia reparado que o Moffat faz suas heroínas parecidas. De fato, todas elas são sexy, intrigantes e fascinadas pelo Doctor. O que não é nada ruim, mas bom, pode cansar… vamos ver. Também estou empolgada com a Oswin.

    No aguardo das próximas reviews!

    Responder

  • Guilherme

    setembro 25, 2012 #9 Author

    Essa não é a primeira vez que os Daleks pedem ajuda ao Doutor (tem uma história em áudio da série, The Juggernauts, que o mesmo ocorre), e eles só pediram isso para que, além da oportunidade de matar o Doutor ali dentro mesmo, eles pudessem se livrar dos loucos Daleks lá dentro. E pra quem não entendeu o que eles tinham de errado, a cena que a Amy “alucina” explica tudo: os Daleks lá de dentro se consideravam humanos. Pensavam como humanos, agiam como humanos, achavam que eram humanos. É por isso que tem Daleks conversando e até uma Dalek bailarina lá no fundo, assim que Amy “cai na real”. Esses Daleks poderiam colocar em risco a própria essência dos seres de Skaro, e precisavam ser eliminados. Não porque os originais estavam se borrando de medo, mas estavam preocupados com o futuro da espécie =p Fora isso, gostei da review.

    Responder

  • Bruno

    setembro 25, 2012 #10 Author

    Já eu achei este um dos TOP3 do reboot do Doutor Who desde 2005. Asylum, Blink e o excepcional TURN LEFT. Obviamente ANGELS TAKE MANHANTTAN pode tornar um TOP4, vamos ver.

    Quanto a critica, tivemos várias frases de efeito (“Who killed the daleks?” “Who do you think?”), uma companion que fala mais rápido que o Doutor (“Como se diz sexy inteligente?” “Pode me chamar de Doutor”), muito inteligente (talvez a mais inteligente desde Marta ou mesmo Sarah Jane Smith), e que de quebra não parece que vai se apaixonar pelo Doutor (como Donna)

    Ok, ok, talvez a história fosse melhor com os cybermen, concordo nesse ponto. E também concordo que a subtrama do divorcio foi resolvido fácil demais e rápido demais.

    Mas… as vantagens do episódio (sua grandiosidade, a apresentação de Oswin) superam em muito qualquer eventual falha. Por isso ele é um TOP3.

    Responder

  • Tenshi,Silver Lord

    setembro 25, 2012 #11 Author

    ” os Daleks lá de dentro se consideravam humanos. Pensavam como humanos, agiam como humanos, achavam que eram humanos. É por isso que tem Daleks conversando e até uma Dalek bailarina lá no fundo, assim que Amy “cai na real”. Esses Daleks poderiam colocar em risco a própria essência dos seres de Skaro, e precisavam ser eliminados. Não porque os originais estavam se borrando de medo, mas estavam preocupados com o futuro da espécie ” Pensei nisso também. Pra mim, foi um ótimo início de temporada, um dos melhores. Quanto a evolução dos Daleks, creio que seja um sinal dos tempos seguindo para sua sociedade, lembrem-se que agora eles são parlamentaristas, não mais monarquistas. Pra finalizar, quanto aos Ponds, se eles não foram maduros o suficientes na hora de separar, naturalmente também tomariam o caminho rápido para voltar.

    Responder

  • Yuri

    setembro 26, 2012 #12 Author

    Não acho que os Daleks se achavam humanos. Nessa cena eu entendi que eles estavam é defeituosos. A Amy é que estava alucinada e viu tudo de forma distorcida. Ou melhor: a nano-nuvem distorceu a sua percepção pra atrai-la pra perto dos Daleks. Eles não se achavam humanos, ou não quereriam (essa palavra existe?) exterminar os visitantes.

    Responder

  • Guilherme

    setembro 26, 2012 #13 Author

    Bom, foi desse jeito que interpretei… ainda mais ao ver a Dalek girando feito uma bailarina lá no fundo. E cá entre nós, fora isso, não vejo como os Daleks lá de dentro podem ser considerados “horrivelmente piores” do que os do Parlamento se não for por isso, “uma ameaça à espécie”. Mas é o Moffat. Algumas coisas nunca ficarão claras para nós =p

    Responder

  • Yuri

    setembro 27, 2012 #14 Author

    Talvez fossem considerados assim por estarem defeituosos. Uma ofensa à perfeição e supremacia Dalek.

    Responder

  • fofuchafucha

    setembro 28, 2012 #15 Author

    sempre adorei muito o moffat ,principalmente quando ele escreveu o epsodio blink ,achei q foi sua melhor historia, mas em asylum of the daleks ,nao foi legal, daleks foram feitos para exterminar tudo q nao fosse um dalek!!! igual num epsodio da terceira temp q dalek sec tento misturar humanos em dalek e nao deu muito certo!!! depois disso tudo q o moffat fez espero sinceramente q ele pare de mudar a historia basiiiiiiica do dw ! eu na minha oipniao prefiro o russel t davies ,ele era deeeeeeeeeeeemmmmmmaaaaaiiiiis!!!!!

    Responder

  • jose

    outubro 10, 2012 #16 Author

    lembra que amy fica assim por causa daquelas pessoas da corporação que mexerem nela pra ela não ter filhos ela fala disso no epsodio

    Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *