The Nameless City (A Cidade Sem Nome, em português), escrito por Michel Scott, é o segundo conto da Puffin Books para comemorar os 50 anos...

The Nameless City

The Nameless City (A Cidade Sem Nome, em português), escrito por Michel Scott, é o segundo conto da Puffin Books para comemorar os 50 anos de Doctor Who. Foi lançado em ebook e mais tarde em versão impressa na coleção Doctor Who: 12 Doctors, 12 Stories.

Sinopse

 
Quando Jamie McCrimmon traz para o Segundo Doctor um livro misterioso, mal sabe ele o perigo contido dentro de suas páginas. O livro transporta a TARDIS para uma terrível cidade de vidro em um mundo distante, onde os Archons têm a intenção de se vingar dos Time Lords por causa de um antigo rancor.
 

Resenha

 
No prólogo do livro somos introduzidos à história dos Archons. Uma espécie antiga, não se sabe quantos séculos ou milênios, eles viram galáxias sendo criadas e o universo morrendo para renascer de novo em música e luz. Antes do Doctor, Master e dos Time Lords, os Archons governavam o universo, mas só alguns ficaram vivos, seus átomos se juntaram às estrelas, dançando a Música das Esferas. A raiva dos Archons é o que mantem eles vivos e a aversão é o que sustenta-os, pois procuram vingança, eles são os Devoradores de Mundos, os últimos dos Antigos.

Jamie estava em Charing Cross Road olhando uma vitrine, até que escuta um grito e vai investigar, ele descobre um homem caído no chão e sendo roubado. Jamie bate no bandido e bota ele pra correr, ajudando depois o velho a se levantar e guardar os livros que caíram de sua bolsa na hora do assalto. Conversando com idoso, descobre que é um professor chamado Thascalos e que é vendedor de livros na Charing Cross Road. Por causa do seu ato heroico, o professor dá a Jamie um livro antigo que estava guardado na bolsa, o mais antigo e valioso, com páginas grossas cobertas por letras estranhas impressas em tinta preta. Jamie agradece, mas diz que não consegue ler. O professor então diz que poucos conseguem ler e que pode dá-lo de presente a quem souber apreciar o livro. Os dois se despedem e cada um segue o seu caminho.

Ao virar a esquina, o professor encontra com o tal ladrão e diz que fez um ótimo trabalho, dando a entender que tudo foi um golpe para entregar o livro para Jamie. Quando o ladrão vai embora, Thascalos abre um pequeno cilindro de metal e fala em uma língua antiga “Está feito, completei minha parte do acordo”, uma música etérea ressoa pelo ar e ele fecha o cilindro, sorrindo perversamente.

A TARDIS encontra-se estacionada do lado da National Portrait Gallery, Jamie olha ao seu redor até que o Doctor aparece do seu lado e pergunta o motivo da demora e se ele encontrou todos os itens da lista que foi dada. Jamie diz que procurou com todos os químicos e ninguém tinha o tal ingrediente. O Doctor toca sua flauta para criar uma distração e os dois conseguirem entrar na TARDIS correndo sem ninguém ver. Dentro da cabine, Jamie vê que o console está todo desmontado e os fios jogados no chão. O Doctor diz que não conseguiu consertar o Rotor Temporal e que estão sem energia, presos naquela época. Jamie também diz que não conseguiu o ouro, e mesmo se conseguisse sairia uma fortuna.

É revelado que os ingredientes da lista são: ouro, mercúrio e Zeiton-7. Alguns minutos se passam e Jamie encontra o livro na bolsa e entrega para o Doctor. Ao abrir o livro, o Doctor leva um susto e grita o nome Necronomicon, uma música etérea toca e vultos aparecem envolvendo toda a TARDIS. De repente, o livro começa a pulsar e a brilhar, ele se abre e um vento faz as páginas virarem, parando em uma página com um desenho de uma pirâmide e torres. Uma luz sai de dentro da página, porcas e fios girando por toda parte, formando o console da nave, como se estivessem atraídas por um campo magnético e a TARDIS começa a desmaterializar. O Doctor explica o que é o Necronomicon, o Livro dos Nomes Mortos, uma coletânea de histórias sombrias e sinistras, mais velho que a Terra e Gallifrey, escrito por uma espécie que governava a galáxia. O Doctor descobre quem deu o livro para ele, Thascalos, um antigo conhecido seu que não vê há muito tempo.

O Doctor diz para Jamie que eles estão viajando há mais de 8 horas, que a TARDIS é capaz de viajar e se materializar rapidamente pelo espaço e tempo, mas, até aquele momento, eles nunca tinham viajado tão longe assim, por isso essa demora. Depois de alguns minutos, o Doctor consegue consertar o visor da TARDIS e descobre que estão saindo da Via Láctea. Todas as estrelas somem, o Doctor diz que eles estão seguindo rumo ao limite do espaço. Sem querer, Jamie acaba adormecendo e é acordado por uma explosão dentro da TARDIS. Sem conseguir enxergar muita coisa por causa da fumaça, ele tenta encontrar o Doctor, que estava deitado embaixo do painel usando sua chave de fenda sônica, mas as peças começam a derreter e pega fogo no painel. Eles percebem que a TARDIS não está fazendo barulho, ou seja, aterrissaram.

Jamie e o Doctor saem da TARDIS e dão uma olhada no planeta. O Doctor percebe que estão na Grande Desolação, onde os mitos vão para morrer. Figuras imensas começaram a sair de uma pirâmide, sete figuras de capuz e uma capa cinza. Eles encontram uma cidade ao fundo, feita de vidro negro, vários prédios altos e triangulares. O Doctor diz que ela foi construída por seres que não viviam nesta dimensão, que os Time Lords contavam histórias sobre esse lugar, a Cidade Sem Nome, lar dos Archons.

Uma névoa negra surge na cidade e vem diretamente para eles. Ao entrar na TARDIS, o Doctor consegue acessar o biblioteca, onde descobre que a única menção da cidade é no Necronomicon, o Livro dos Mortos. Os Archons construíram a cidade a partir da Música das Esferas, com uma piscina de ouro cercada de mercúrio e Zeiton-7. O que foi um alívio, já que os modelos antigos de TARDIS são orgânicos, cultivados, e precisam de ouro, mercúrio e Zeiton-7. A névoa chega e rapta o Jamie.

Com o monitor da TARDIS consertado, o Doctor vê que está cercado por vários robôs de vidro negro, arranhando a madeira do lado de fora da nave, criaturas de duas pernas e quatro braços. A TARDIS tomba e o Doctor consegue olhar pelo monitor que os robôs de vidro estão levando a TARDIS para a Cidade Sem Nome. Ao ver o Necronomicon jogado no chão, o Doctor pega um pano para tentar abrir o livro e ler se tem algo sobre a cidade.

Jamie acorda em uma cratera e quando chega ao topo consegue ver que estava no mesmo lugar de antes, mas sem sinal da TARDIS. Ele vê uma nuvem de poeira rumo à cidade, e decide seguir. O Doctor consegue liberar a porta e botar a cabeça pra fora da nave, deparando-se com as muralhas da Cidade Sem Nome. No centro de uma praça o Doctor encontra um Pórtico do Tempo, dois pilares negros de vidro que se elevavam aos céus, usados antigamente pelos Time Lords para transportar pessoas entre pontos fixos no tempo e espaço. O Doctor se vê ao lado de um enorme edifício triangular sem janelas. Depois de tanto correr, Jamie consegue entrar na cidade. A TARDIS é colocada no chão, o Doctor levanta e descobre que está dentro da grande pirâmide de vidro negro, com um triângulo de ouro no chão e uma piscina de mercúrio no centro, ele tenta pensar em um plano para poder abastecer sua nave. Uma cabeça flutuante sai da piscina, seguida de mais seis, eram os Archons que saíram do mercúrio.

Ainda procurando pelo Doctor, Jamie percebe que todas as ruas levam para a pirâmide de vidro no meio da cidade. O Doctor estava horrorizado, as sete criaturas começaram a se mover até que formaram uma entidade enorme, um monstro com tentáculos, bicos e garra, ao mesmo tempo que era horrível, era hipnoticamente belo. Os Archons disseram que estavam esperando o Doctor e a TARDIS. Nesse instante, Jamie chega no centro da pirâmide, aproveitando que o monstro não o viu, ele começou a engatinhar até a direção do Doctor. Os Archons disseram que criaram a tecnologia da TARDIS, que as sementes originais foram criadas por cientistas-magos Archon. O Doctor argumenta e diz que foram os Time Lords que descobriram o segredo da viagem no tempo, mas os Archons afirmam que aconteceu o contrário, e para guardar o segredo, armaram uma guerra contra os Archons e os trancaram na Cidade Sem Nome.

O Doctor não sabia no que acreditar, já que a história da origem de Gallifrey e dos Time Lords era meio incerta. Enquanto ele procurava uma maneira de fugir, os Archons continuavam falando que precisavam era de uma TARDIS, e há um tempo atrás apareceu um Time Lord dizendo que sabia de uma nave danificada, podendo trazer ela até eles (o Thascalos do começo do conto, pseudônimo do Master). Os Archons pegam a TARDIS e a jogam na piscina de mercúrio, para poder habilitar o fluxo temporal do Pórtico do Tempo e comandar toda a galáxia.

O Doctor vê Jamie se rastejando no meio dos símios, e começa a enrolar os Archons. Ele pega a flauta doce e toca a música “The Skye Boat Song“, nesse momento a porta da TARDIS se abre, o Doctor pula e Jamie também. A TARDIS estava de volta outra vez, flutuando no centro da pirâmide, mas a criatura faz ela cair de novo na piscina de mercúrio. O Doctor manda Jamie buscar sua gaita de fole e tocar uma ceol mor. Jamie começa a tocar e o som alto e irritante ressoa dentro da pirâmide, os Archons caem no chão, agoniados. Sem aguentar a pressão das batidas, o vidro da pirâmide racha e explode, caindo em cima dos Archons e dos símios. Toda a cidade de vidro começa a rachar e desmoronar. Dentro da TARDIS, o Doctor abraça o console e diz ao Jamie que sabia como derrotar os Archons porque o livro dizia que se comunicavam por sonar, ou seja, a música alta iria desorientar eles.
 

Opinião

 
Definitivamente é um conto bem mais superior do que o primeiro, toda essa mitologia sobre os Time Lords e os Archons foi demais. Vale ressaltar sobre eles falando do “cultivo de TARDIS”, coisa que iam colocar no fim do episódio da 4ª temporada, Journey’s End, com o Doctor dando um pedaço da TARDIS dele pro 10º Doctor Meta-Crisis, mas acabaram não colocando essa cena. Jamie e o Doctor estavam divinos no conto, super no personagem, não tinha como não ler na voz de cada um e imaginar as caras e bocas deles. Os momentos de tensão e de comédia estão no tom certo também, com detalhe pros alívios cômicos da história, Jamie e Doctor são impagáveis juntos.

Os pontos ruins são quase nulos, ao contrário do primeiro conto, única coisa que me incomodou foi a explicação da “voz da TARDIS” ser feminina por que o Doctor gosta, sendo que nunca mostraram também a TARDIS tendo uma voz até agora. Uma boa surpresa é o Master como o professor Thascalos, isso não acrescenta muito para a história, mas é uma grande referência ao último arco da 9ª temporada da série clássica, The Time Monster, onde ele tinha o mesmo pseudônimo.

Outra coisa interessante foi a introdução do Necronomicon, livro fictício escrito por H. P. Lovecraft, canonizado nessa história como algo verdadeiro e ligado ao passado dos Time Lords, no começo do universo. Criando todo um segundo plano para conectar uma história com a outra de forma inteligente.

Felipe Maistro

  • Pedro E.

    novembro 12, 2015 #1 Author

    In the Forest of the Night (S08E10) a Tardis tem “voz”!

    Responder

    • Felipe Maistro

      novembro 13, 2015 #2 Author

      Sim, de fato, mas nem usaram isso que nem lembrei direito. Só que essa voz do conto era como se fosse um leitor de dados da TARDIS, e ele não precisa disso pra ler algo da tela do computador, foi meio que um “fanservice” mesmo.

      Responder

  • Le Max

    novembro 14, 2015 #3 Author

    Creio que a voz feminina foi uma referência as vezes que a TARDIS usou a aparência humana para se comunicar com alguém. Como com a Clara em “Hide”.
    E talvez à vez em que a
    sua consciência for posta em um corpo de mulher.

    Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *