Peter Capaldi chama de despreocupado, Russel T. Davies chama de uma tempestade sexual e Steven Moffat acha que este é o episódio mais...

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[SPOILERS]

Peter Capaldi chama de despreocupado, Russel T. Davies chama de uma tempestade sexual e Steven Moffat acha que este é o episódio mais natalino de Doctor Who. O set de The Husbands Of River Song foi visitado por Benji Wilson, do The Telegraph.

 

Neve sob os sapatos, luzes de Natal, ouropel. Se tem uma coisa que o Especial de Natal promete é trazer a alegria da festividade de trenó! Eu estou nos estúdios em Cardiff e, tirando o fato de ser um dia suave em setembro, eu estou andando por uma rua Vitoriana decorada com guirlandas e neve. O Papai Noel está cheio de alegria, tirando o fato de que algo está errado. Este Natal passado também é um Natal futuro. Uma loja tem uma placa na janela dizendo “Próprio da família por 355 anos”. Na próxima porta, há um poster para “União de classe das naves espaciais”. E ali, no final da rua, coberta de neve, está uma cabine policial azul…

“É o episódio mais natalino de Doctor Who de todos os tempos!”, brinca Steven Moffat, que escreveu o Especial de Natal. “Obviamente nos focamos bastante no Natal nos primeiros poucos minutos e aí nós só progredimos com isso. Mas é natalino no sentido de que é um pouco engraçado, rápido, uma perseguição extravagante com o Doctor, um grande robô… e a River.”

Ah sim, River. A próxima porta do set de Natal é outro armazém contendo o interior circular da Tardis e, dentro dela, correndo em direção da câmera e então sendo balançada de volta por um pulsante raio vermelho, está Alex Kingston, nossa River Song. Ela é outra viajante do tempo que gradualmente intrigou a mitologia da série desde que apareceu pela primeira vez, em 2008. Depois de mais de dez episódios, ela já habitou vários pretextos, geralmente como uma versão mais pervertida do Doctor que possui seus poderes, mas não seu senso de certo ou errado. Mas já faz mais de dois anos que a vimos pela ultima vez.

“Eu pensei que tivéssemos acabado com a River,” diz Moffat. “Mas Russel [T. Davies] e eu estivemos trocando e-mail sobre ela. Ele estava sempre dizendo ‘Você não pode não trazê-la de volta porque ela precisa estar junto de Peter – vai ser uma tempestade sexual!'”

Kingston, falando em um intervalo durantes as gravações, reafirmou o tema. “Tiveram momentos no set em que nós começamos a chamá-lo de Doctor Blue. Não vou dizer mais nada.”

Como essa “tempestade sexual” se encaixará no episódio de Natal no horário nobre. Mas os outros elementos que fazem a Classic Who estão todos presentes e corretos. River e o Doctor formam um agradável casal com uma dinâmica diferente do que a relação mestre/companion de sempre. “Eles são iguais”, diz Kingston. “River nunca é alguém que está perguntando a ele coisas que uma companion perguntaria. A interação entre eles é algo como Spencer Tracy e Katharine Hepburn – há uma apressada qualidade nisso.”

O par se encontra sendo perseguidos pelo espaço e tempo por um robô muito grande e nojento, interpretado por Greg Davies. A BBC pegou dois elencos inteiros de sua programação para criar um personagem chamado King Hydroflax cujo corpo e cérebro são descartáveis.

Quando encontrei Davies, ele estava com um grande sorriso e uma protética cicatriz em sua bochecha esquerda. “Ele é um petrificador – e iludido – cyborg de 2,74m,” ele disse. Davies é conhecido como um comediante – a adição dele com Matt Lucas no elenco de atores convidados sugere que o Especial de Natal tem a intenção de ser não apenas divertido mas engraçado também, uma mudança bem vinda com o fim da temporada, que foi muito obscura.

Uma das piadas recorrentes é de que, em uma grande parte do episódio, River Song não reconhecerá o Doctor – um erro perdoável sendo que o último Doctor, ao qual ela se casou, foi Matt Smith, um ator aproximadamente 25 anos mais novo que Peter Capaldi. Na história isso causa risos mas é reconhecido que Capaldi, 57, é um Doctor muito diferente do que os dois últimos que o precederam. Quando eu o encontrei algumas semanas depois, ele estava andando com uma bengala e parecia cansado. Ele estava se recuperando de uma operação no joelho causada, ele disse, por todas as corridas em corredores que ele teve de fazer. Um sinal, talvez,  de que nesses tempos o Doctor é um papel designado para um homem mais novo?

“É a mesma operação que Matt Smith teve!” ele conta. “Eu o levei para almoçar na primeira vez que eu o vi e ele estava de muletas. Eu perguntei o que houve e ele disse ‘Essa p*#@ desse show, cara!’. Eu nunca acreditei nele – e agora eu tenho que dizer que eu estou exatamente com o mesmo ferimento. Você tende a torcer o joelho quando você está sendo perseguido por um monstro e então girar para se apresentar para a câmera. É a maldição do Doctor…”

 

Capaldi disse que ele não leu as resenhas, mas ele admite que os comentários sobre sua designação e performance nos últimos dois anos variaram. “Algumas foram boas e algumas foram ruins. Eu sempre penso que se você é Doctor Who, alguém em algum lugar vai amar você. E isso é confortante. Mas se as pessoas não gostam de mim, haverá outro em alguns instantes. É apenas Doctor Who – e eu disso isso com o maior respeito e afeição. Não é uma doença que ameaça sua vida.”

Ele liga por ser criticado pela sua idade? “Não, porque todo Doctor deve ser diferente do último. Se você o quer exclusivamente jovem, homens sexys, isso para mim não é Doctor Who. Você quer alguns ocasionais assim – mas depois alguns outros excêntricos,” ele respondeu. Capaldi já se comprometeu para um terceiro ano no papel, mas nada está confirmado após isso.

“Esse pode ser meu último ano – é amedrontador. Eu amo Doctor Who mas isso pode ser m mundo bastante isolado e eu quero fazer outras coisas também. Terá um tempo em que isso estará terminado, mas eu já sabia disso quando comecei. Eu estava pensando na minha cena de regeneração fora do set. Essa é a minha terrível e melancólica natureza. Quando você aceita um trabalho que você sabe que chegará um dia em que, inevitavelmente, você terá que dizer adeus.”

Agora, pelo menos, ele está encantado em ver a série de volta no horário em que pertence: a hora do chá.

 

 

“É um festivo e despreocupado Especial de Natal de tarde,” ele diz. “Mesmo sabendo que muitos adultos irão gostar, no fundo Doctor Who é uma série designada para entreter crianças também. Eu gosto da ideia de famílias assistindo juntas, era o que eu fazia quando eu era uma criança”.

 

Fonte: The Telegraph

Camila Cetrone

  • Jakson Pedreira

    dezembro 27, 2015 #1 Author

    Eu odiei Capaldi por um episódio e só, depois fui indiferente, por um episódio e só, então eu passei a amá-lo e lá se vão duas temporadas e eu não quero que ele morra. Acho que a trama do híbrido pode render duas temporadas, a saída de Clara não foi grande o suficiente para apagar os Daleks com a energia da regeneração de um Time Lord e a “captura” de Missy.

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  • Adriele

    dezembro 27, 2015 #2 Author

    Eu adorei o especial de natal, fiquei durante meia hora esperando que a River reconhecesse o doutor, a dinâmica dele com a River é realmente bem diferente da dele com uma companion, acho que por isso é tão interessante ver eles juntos. A melhor parte foi o Doutor entrando na TARDIS e fingindo estar impressionado, eu adoro o Capaldi, não consigo imaginar ele se regenerando 🙁

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