Neste momento já deve ter se tornado óbvio o fato de que as regenerações dos time lords são um conceito chave em meio à série, com mais de 11 encarnações conhecidas do Doctor, além de encarnações de outros Time Lords, como Rassilon, Romana, Master, entre outros. Mas há vários detalhes sobre regenerações que novos fãs da série talvez não saibam e fiquem se perguntando. As respostas para estas dúvidas estão logo abaixo.
Na tela foram 9 vezes (além de uma regeneração do décimo onde ele deposita a energia em uma mão sua – que havia sido cortada anteriormente e está depositada em meio a um líquido), mas sabe-se que o oitavo Doctor (Paul McGann) regenerou fora das telas e tudo indica que a encarnação interpretada por John Hurt que apareceu em The Name of the Doctor foi uma encarnação anterior à 11ª, ou seja: mais uma regeneração que não apareceu nas telas.
Há também o caso do Valeyard, uma versão futura do Doctor composta pelo lado mais sombrio da sua personalidade. Não se sabe ao certo se ele é uma nova encarnação do Doctor ou um ser completamente novo formado a partir dele, pois é dito que ele surgiu “entre a 12ª e 13ª encarnações” do Doctor.

Sim, mas não se sabe ao certo como funciona. A série clássica já mostrou diversas vezes que um time lord não pode regenerar mais do que 12 vezes (uma 13ª regeneração criaria um corpo deformado, que aparenta estar em decomposição), ou seja: um máximo de 13 encarnações por time lord.
Porém, não se sabe se este é um limite orgânico dos time lords (como o episódio The Angels take Manhattan, da série moderna, deixa implícito na cena em que River Song fica com raiva do Doctor por gastar parte de sua energia regenerativa curando-a) ou se é um limite imposto pela sociedade dos time lords em Gallifrey (pois é mencionado diversas vezes na série que os time lords podem conceder um novo ciclo regenerativo a um time lord).
Além disso, problemas surgem na série moderna. Em primeiro lugar, o fato de River Song ter dado para o Doctor sua energia regenerativa para fazê-lo voltar à vida (em Let’s Kill Hitler) deixa a dúvida se isso o deu um limite maior de regenerações ou se apenas foi o bastante para que ele não morresse. Há ainda a questão de que, se o limite era apenas imposto pelos time lords, não se sabe se ele ainda afeta o Doctor após o fim da sua raça. Além disso, em Death of the Doctor (episódio de The Sarah Jane Adventures), Clyde pergunta para o time lord quantas vezes ele pode regenerar, causando a resposta de “507 vezes”. Tudo indica que isto foi apenas o Doctor brincando com a mente do garoto, mas não se sabe ao certo ainda.

É possível um time lord se negar a regenerar (como acontece com o Master em The Last of the Time Lords), algo que pode levá-lo à morte, mas provavelmente isto é impossível se o time lord estiver inconsciente.
Alguns time lords demonstram habilidade para inclusive escolher a sua aparência (como parece acontecer com a Romana em Destiny of the Daleks) ou pelo menos influenciar o resultado da regeneração (como parece acontecer com o Master em Utopia, que demonstra o desejo de ter um corpo jovem e energético como o do Doctor, resultando em uma forma bastante semelhante à 10ª encarnação deste, na questão de disposição física), mas isto parece ser relativamente raro. Inclusive, a quinta encarnação (interpretada por Peter Davison) do Doctor menciona que o problema da regeneração é que “você nunca sabe no que vai dar”.
Não se sabe de todos os detalhes. Várias explicações aparecem em livros e em histórias de áudio, mas nada disso pode ser considerado como oficial enquanto não houver confirmação na série de TV, sem falar no fato de que estas explicações são conflitantes. Sabemos que o processo de regeneração renova todas as células do corpo do Time Lord, aparentemente mudando até o genótipo da pessoa (que muda de aparência), culminando em uma mudança nas células nervosas, fazendo com que a nova encarnação passe por uma fase de movimentos bastante desorganizados, confusos ou até agindo de uma forma maníaca e sem sentido enquanto o cérebro muda. Sabe-se, ainda, que a habilidade de regenerar parece ter surgido nos Time Lords devido ao contato com o vórtex do tempo, o “caminho” por onde viajantes do tempo passam.
Vale notar, porém, que alguns time lords não passam por nenhuma complicação, seja ela dor física ou falta de coordenação dos movimentos e atitudes, um exemplo disto é a regeneração de Romana em Destiny of the Daleks.

Sim. Se um time lord receber outro golpe mortal enquanto estiver regenerando, sua regeneração pode ser cancelada, causando a morte. A regeneração também é cancelada se ambos os corações de um time lord forem destruídos ao mesmo tempo. Há também doenças que forçam os time lords a morrerem sem regenerar, como a Chen-7 (em The Girl Who Waited), além de certas armas criadas especificamente com esse intuito, como as carregadas por guardas em Gallifrey.
E, por último, se o corpo for destruído rapidamente (como Rassilon causa em End of Time) ou o time lord se afogar em uma velocidade acelerada (como explicado em Turn Left), a regeneração se torna impossibilitada.
Aqui:
Mais dúvidas sobre o processo de regeneração? Postem nos comentários e responderemos dentro do possível.
Então, em Journey of the Centre of the TARDIS, entre outras referêcias, nós vimos o Olho da Harmonia, e isso levantou uma série de questões na minha mente.
Antes de tudo, vamos repassar os fatos que sabemos:
O Olho da Harmonia era o que os Senhores do Tempo usavam como fonte de força para viagem no tempo. Usando um Manipulador Estelar para alterar o ciclo de vida de uma estrela, e suspendendo o tempo ao seu redor quando ela estava para entrar em colapso, eles podiam utilizar a energia potencial do colapso que nunca iria ocorrer. O primeiro a fazer isso foi o herói de Gallifrey pré-Senhores do Tempo, Omega; por isso o Manipulador Estelar remoto que ele usou ficou conhecido como A Mão de Omega.
Até aqui tudo bem? Certo…
Esse foi um feito complicado, Omega teve seu corpo destruído e o que restou de sua essência transportada para um universo de anti-matéria, onde finalmente ele se tornou insano. Davros tentou isso também uma vez, e o sol de Skaro se tornou uma supernova e destruiu os planetas de seu sistema (em Remembrance of the Daleks)
O Olho da Harmonia ficava localizado sob o chão no centro do Panopticon em Gallifrey, mas por um longo tempo, os Senhores do Tempo não faziam ideia disso, e pensavam que o Olho não passava de uma lenda até o Mestre tentar abri-lo. Eles nem mesmo faziam ideia de que o Olho da Harmonia e a singularidade que lhes fornecia poder eram a mesma coisa, foi o Doctor que deduziu isso (em The Deadly Assassin).
Sério, para uma raça tão inteligente, os Senhores do Tempo eram extremamente ignorantes quando a questão era sua própria história, entre outras coisas.
Sim, estava. Mas tem muita coisa no filme que nós não entendemos, como, como exatamente o Mestre virou aquela serpente transparente que possuía corpos (ok, eu sei a resposta, mas ela veio de um livro que saiu depois do filme), e como exatamente o Mestre iria roubar as regenerações restantes do Doctor através daquele aparelho que era uma cruza da aparelhagem de Laranja Mecânica e um instrumento de tortura sexual?
Enfim, uma explicação popular é a que o Olho da Harmonia que vimos dentro da TARDIS no filme era apenas uma manifestação do Olho da Harmonia real, em Gallifrey. Essa explicação foi confirmada no The BBC Official Guide to Doctor Who, então é isso. O Olho da Harmonia do filme era uma manifestação que representava a conexão da TARDIS com o Olho da Harmonia, e provavelmente como ocorria a transferencia de força para a TARDIS funcionar.
Mas o Olho que vimos no episodio era o real.
Então… antes de explodir e trancar Gallifrey o Doctor surrupiou o Olho da Harmonia e o esgueirou para dentro da TARDIS? Isso deve ter sido complicado, com uma guerra acontecendo e tudo mais; ele nem mesmo teve tempo de roubar o Sash of Rassilon para, sabe como é, se certificar que se por um acaso alguém chegasse perto do Olho, esse alguém não se tornasse algum tipo de zumbi-petrificado-estranhamente-parecido-com-algo-saído-de-Silent-Hill… ou algo to tipo.
É, essa alternativa é improvável. Poderia ser o mesmo Olho da Harmonia, mas provavelmente não é.
Por que?
Bem, lembram-se de que desde que o programa voltou, a TARDIS tinha de reabastecer de tempos em tempos? Com o fim de Gallifrey não havia Olho da Harmonia para fornecer energia, então a TARDIS tinha de parar próximo a Fendas Temporais (como a de Cardiff) e absorver a energia temporal que vazava delas (como vemos ser feito em Boom Town).
E é aqui que complica. Na quinta temporada, todas as rachaduras no tempo que aconteceram com a TARDIS explodindo (ainda estou esperando clarificações em como isso ocorreu aliás) foram fechadas. E quando isso ocorreu Russel T. Davies fez a seguinte declaração:
“Gosto de pensar que, quando Steven Moffat atenciosamente fechou todas aquelas fendas no universo, a Fenda de Cardiff também foi fechada. Eu costumava imaginar o que diabos teria acontecido com aquela fenda, e agora está resolvido. Quando eu assisti as fendas sendo seladas eu disse ‘Oh, obrigado,’”
Se a Fenda de Cardiff se fechou é bem provável que todas as outras se fecharam também. Isso não torna impossível novas fendas de aparecerem, mas aquelas que o Doctor conhecia provavelmente não existem mais ( é, existe uma explicação diferente de como a Fenda de Cardiff se fechou, em um dos Áudios de Torchwood, o com o fantasma do Ianto e a sessão de invocação de espíritos mas isso não muda o fechamento das rachaduras no tempo, e a declaração, então…)
Aqui está a questão, sem fendas temporais, como manter a TARDIS funcionando? Tivemos a resposta neste ultimo episodio.
Mas de onde ele veio? O Doctor iria precisar de um Manipulador Estelar, como A Mão de Omega para fazer isso certo? Certo.
E quem disse que ele não tem acesso a um? O Primeiro Doctor roubou a Mão de Omega e escondeu em um cemitério na Terra nos anos 60, e alguns meses depois o Sétimo Doctor a pegou de volta, e usou para destruir o sol de Skaro (ou o que quer que tenha sido aquilo que ele explodiu) e então, mandou a Mão de Omega de volta à Gallifrey. Mas será que mandou mesmo?
Acho dificil pensar que o Doctor entregaria algo como a Mão de Omega para os Senhores do Tempo, especialmente depois de todo o incidente Ravellox, e seus julgamentos. Seria dar poder demais a uma raça que ele mesmo definiu como “decadente, degenerada, e apodrecida até o âmago”.
O Doctor disse que mandou a Mão de volta à Gallifrey. Ele pode simplesmente ter mandado o Manipulador Estelar para algum lugar onde estaria escondido, seguro, para ser recuperado mais tarde. O Doctor pode ser muito manipulativo, especialmente na encarnação em questão, e não seria a primeira vez que ele usa uma arma de destruição em massa de poder inimaginável, e depois a manda para onde ele pode ter certeza de sua localização, para o caso de precisar ser usada novamente (The Silver Nemesis).
Meu palpite é que o Olho da Harmonia que vimos é um novo. E como ele seria feito senão pela Mão de Omega?
Se você assistiu Torchwood você se lembra do que Ianto disse sobre a manopla da ressurreição, e como o que ele disse estava certo. E parafraseando o que ele disse aqui: “O interessante sobre mãos, é que elas geralmente vem em pares…”
… usei essa frase pra terminar porque, sinceramente, eu achei que iria soar ótimo para um final de artigo, mas na realidade eu acho que foi a velha Mão de Omega que foi usada. E eu tenho quase certeza que nada disso será mencionado no programa, a não ser que Omega volte a aparecer um dia desses.
Traduzido e adaptado de John Hussey.
Os marcianos vistos no universo de Doctor Who não são iguais ao marcianos que costumamos ver nas obras de ficção cientifica, alienígenas etc, eles não tem um cérebro gigante com um corpo super magro e uma arma desintegradora. Em vez disso, temos uma criatura reptiliana gigante com corpos musculosos cobertos de uma casca dura. As classes de guerreiros são bem maiores que a dos oficiais superiores, que usam capacetes sem casca e com uma aba na parte de trás do mesmo, usam também um selo na parte da frente da armadura e, geralmente, uma capa. As vozes das criatura são bem diferentes, visto que elas assobiam suas palavras, de uma forma bem réptil. Os Ice Warriors possuem uma arma mortal – o Disruptor Sônico (Sonic Disrupter, aceito opiniões para uma melhor tradução). Essa arma libera uma enorme onda sônica e mata tudo que encontra-se no caminho. A maior fraqueza dos guerreiros de gelo é o calor. Se exposto a altas temperaturas, os guerreiros de gelo começam a oscilar e a ficarem pesados até entrarem em colapso.
Os marcianos são muito honrados e vivem sob um código de conduta quando em batalha. Mas isso não significa que eles não sejam cruéis. Eles apreciam a guerra – a emoção de lutar e matar. São uma raça poderosa de guerreiros e determinados a atingirem seus objetivos. Eles encontraram o Doutor quatro vezes na Série Clássica e o enfrentarão novamente no episódio ‘Cold War’ (S07E08). Eis um resumo dos últimos encontros.
A primeira aparição na série foi em 1967, no arco ‘The Ice Warriors‘. Varga, capitão de uma nave espacial marciana, foi achado congelado no século 50 por um grupo liderado por Clent. O Segundo Doutor, Jamie McCrimmon e Victoria Waterfield chegam no local e logo se envolvem nos assuntos da Base Brittanicus. O Ice Warrior acorda e aproveita a chance para tentar reviver seus companheiros que foram congelados com ele na nave. O objetivo de Varga era destruir a humanidade e assumir o controle da Terra, pois seu planeta natal Marte não era mais capaz de suportar vida. Os Ice Warriors levam Victoria como refém, na tentativa de manter o Segundo Doutor longe. O plano não funciona e uma vez que Victoria foi libertada, o Segundo Doutor convence o cientista Penley a usar seu ionizador como arma contra os marcianos. O plano era arriscado, pois poderia acabar sobrecarregando a “arma” e destruir a Terra, mas para tentar impedir que os Ice Warriors chegassem a vitória, foi um risco que o Segundo Doutor teve que correr. O plano funciona e os Ice Warriors foram destruídos com consequências mínimas.
A segunda aparição foi em 1969 no arco ‘The Seeds of Death’. Devido a sua popularidade tanto em frente as câmeras quanto nos bastidores, foi decidido que o criador Brian Hayles retornaria e escreveria uma sequência para a história, junto com o Editor de Histórias da época, Terrance Dicks (que não foi creditado). Os Ice Warriors continuam com a tentativa de dominar a Terra, dessa vez com um exército inteiro, não só um pequeno grupo de sobreviventes. Slaar lidera um pelotão para a Lua no século 21, a fim de assumir o controle da estação T-Mat. T-Mat era um aparelho de teletransporte global utilizado pela Humanidade, os Ice Warriors iriam usá-lo para dispersar suas sementes mortais em todo o planeta. Estas sementes tinham a capacidade de sugar o oxigênio da atmosfera, tornando-a respirável para os marcianos.
O Segundo Doutor chega com Jamie McCrimmon e Zoe Heriot e novamente se envolve com os problemas ao seu redor. Eles decidem ir paa a Lua em um foguete para tentar retomar o controle da estação T-Mat, mas encontram-se com os Ice Warriors. Eles resgatam a maioria da equipe e voltam para a Terra. O Doutor descobre que um solitário Ice Warrior está tentando tomor o controle da Estação de Controle do Clima, a fim de evitar que chovesse - o que mataria as sementes e acabaria com as espuma que as espalhava. O Doutor e seus companions derrotam o marciano, e acabam com as sementes que se espalharam pela Terra. O Doutor e Jamie retornam para a estação T-Mat, para acabarem com Slaar e o restante dos Ice Warriors, sabotam seus dispositivo de transporte, fazendo com que o Grande Marechal e seus homens caiam dentro do Sol.
A Terceira aparição na série foi em 1972 durante o 2º arco da 9ª temporada, ‘The Curse of Peladon’. A essa altura, os Ice Warriors já tinha desaparecido das telas por mais de duas temporadas. Com os Daleks fazendo um grande retorno depois de não aparecem em nenhum episódio por 4 temporadas, decidiu-se que os Ice Warriors também retornariam. Porém, dessa vez com uma reviravolta. Eles não eram mais uma raça bélica brutal, mas sim missionários pacíficos de uma sociedade intergaláctica de paz conhecida como “A Federação Galática”. Como parte de sua missão, os Ice Warriors Lord, Izlyr e Ssorg, foram à Peladon com seus associados, Alpha Centauri e Arcturus, numa tentativa de fazer uma aliança com o mundo primitivo. O Rei Peladon tentou de tudo para tirar seu povo da suposta era negra do passado mas era constantemente interrompido pela aparente ira de seu Deus Aggedor. O Terceiro Doutor e Jo Grant chegam e acidentalmente são confundidos com os Embaixadores Humanos da Federação Galática. O Doutor rapidamente coloca a culpa nos Ice Warriors, devido aos seus velhos modos e encontros que tiveram no passado. Desta vez, no entanto, os Ice Warriors eram inocentes e, de fato, ajudaram o Doutor a trazer justiça, e até mesmo salvando-o da morte. O verdadeiro inimigo era Arcturus que fez um pacto com o Padre Supremo Hepesh para conseguir uma água mineral rara de Peladon em troca de evitar a aliança com a Federação Galáctica. Os inimigos foram mortos e a aliança, feita.
Sua quarta aparição na série foi em 1974 no arco ‘The Monster of Peladon’. Pela última vez, Brian Hayles retorna para escrever a sequencia para ‘The Curse of Peladon’, no qual mostrou uma nova crise no planeta durante o reinado da filha do Rei de Peladon, a Rainha Thalira. A história traz de volta os Ice Warriors no papel de vilões, após as criaturas terem desejado voltar aos seus velhos hábitos. O Terceiro Doutor decide voltar para Peladon, acompanhado de Sarah Jane Smith, para ver como as coisas andavam. Ele subestima os controles da TARDIS e vai parar no futuro (50 anos depois de sua última visita). O Doutor logo descobre novos problemas entre Peladon e a Federação Galática. A Federação Galática estava em guerra com a Galáxia 5 e exigia uma fonte especial de energia chamada ‘Trisilicate ‘ achada só em Peladon e os ajudariam na guerra. Como antes, alguém estava usando as lendas de Aggedor para causar problemas. Esse problema levou os mineiros a rebelarem-se contra a cidade enquanto o Doutor tenta descobrir a verdade por trás da sabotagem. Descobre-se que um grupo de desonestos Ice Warriors liderados por Azaxyr estavam por trás desses acontecimentos depois de traírem a Federação Galática para aliarem-se a Galáxia 5. O Doutor consegue fazer com que todos trabalhem juntos e os Ice Warriors são derrotados, deixando Peladon mais uma vez segura e restaurada pelo Time Lord.

‘The Monster of Peladon’ foi a últiam aparição deles na Série Clássica. Eles deveriam ter retornado em um arco chamado ‘Mission to Magnus’, onde os marcianos teriam se aliado ao vilão Sil contra o Sexto Doutor. Infelizmente esse episódio foi descartado junto com cinco outras ideias visto que Michael Grade colocou a série em hiatus. (A história foi mais tarde lançada na forma de audio story e de livro).
No especial de 2009, ‘The Waters of Mars’, o Décimo Doutor pousa em Marte no ano de 2059, onde descobre a razão para a morte de Adelaide Brooke ser fixa no tempo durante sua batalha contra a Inundação. Foi nesse especial que pela primeira vez os Ice Warriors ganharam sua primeira referência em um episódio da Série Atual, quando o Doutor indica que os proprietários anteriores de Marte devem ter selado e afastado a Inundação dentro do gelo.
Sua quinta aparição na série será no episódio 8 da 7ª temporada, ‘Cold War’. Depois de quase 39 anos, os Ice Warriors finalmente voltam a série no ano do Aniversário de 50 anos. O roteirista Mark Gatiss é o homem por trás do retorno, e a muito tempo já tinha interesse de trazer os guerreiros de Marte de volta a Doctor Who. Steven Moffat afirmou que Gatiss tinha uma ideia brilhante e ele não pode resistir e agora Gatiss tem a chance de ser um fanboy e trazer de volta um de seus monstros preferidos. Gatiss trará um solitário Ice Warrior em um submarino russo onde o Décimo Primeiro Doutor e Clara Oswin Oswald aparecerão a bordo. Com armas nucleares em jogo, será uma batalha para defender o futuro da Terra. Já foi dito que o episódio lembrará ‘Dalek’, episódio da 1º temporada.
Mark Gatiss é um grande fã dos Ice Warriors e já manifestou interesse em trabalhar com os Ice Warriors no futuro próximo. Ele afirmou que tem várias ideias de como expandir a mitologia dos marcianos e os trazer novamente depois de ‘Cold War’. Se Gatiss conseguir o que quer, os Ice Warriors podeão se tornar um vilão recorrente novamente ao longo dos anos. Só o tempo dirá se a ideia dará certo.
Apesar de não ser um dos monstros que retornaram muitas vezes, os Ice Warriors certamente construíram uma reputação para si mesmos ao longo dos 50 anos de legado da série. Eles batalharam contra o 2º, o 3º e, como nesse sábado, o 11º Doutor. Os marcianos conquistaram seu lugar na mitologia e no legado da série. Eles são certamente lembrados e conhecidos pelo fandom. Espero que esse artigo tenha se provado útil tanto para os novos quanto para os antigos fãs, e eu também espero que tenha deixado todos prontos para seu glorioso retorno no sábado. Tudo que posso dizer é: mal posso esperar. Tragam os Ice Warriors!!!
Tradução e adaptação: Clara e Jéssica.
EQUIPE UNIVERSO WHO
P.S. Dicas para uma melhor tradução? Avise-nos nos comentários.
Lata que continha o segundo episódio de The Evil of the Daleks, um dos arcos da série clássica com episódios perdidos.
São versões alternativas e editadas de episódios perdidos. Estas versões podem vir de várias formas: desenho animado, slide de fotos do episódio com o áudio original por cima de tudo, apresentação de partes de vídeo sobreviventes com interlúdios narrados para falar o que acontece nas cenas perdidas, etc. Nem todas as reconstruções são feitas pela própria BBC.
Respostas a mais perguntas logo abaixo…
Na época do lançamento de Doctor Who, nos anos ’60, e ainda durante alguns anos seguintes, ninguém imaginava que aquela série estranha do alienígena na cabine telefônica faria sucesso a ponto dos fãs procurarem pelos episódios antigos depois deles serem exibidos na TV e a ideia de assistir vídeos em VHS em casa que não sejam de filmes de cinema ainda era muito estranha na época, sem falar que a TV ainda estava relativamente nos seus primórdios e ninguém achava que seria interessante guardar fitas e filmes simplesmente pelo seu valor histórico, fazendo com que muitas redes de TV (não só a BBC – e no caso dela, não só com Doctor Who) acabassem limpando os filmes para gravar outra coisa por cima.
Interessante, porém, é notar que Doctor Who, mesmo com vários episódios perdidos, é uma das séries da BBC da época mais bem-representadas no quesito episódios sobreviventes. Por exemplo, “United!”, uma novela da época que envolvia futebol (e também produzida pela BBC), com mais de 140 episódios, não possui nenhum episódio sobrevivente hoje em dia. A sorte é que Doctor Who era exibido por emissoras de outros países, que diferentemente da BBC, ainda não possuíam tecnologia para usar do videotape, o que obrigava a conversão desse formato para películas de 16mm. Boa parte dos episódios encontrados foram recuperados graças a essas cópias. Esta história é retratada no documentário The Missing Years.

Cena da reconstrução de “The Invasion”, feita através de animação.
Como existem vários “modelos” diferentes de reconstrução, se torna impossível especificar como elas são feitas, pois varia muito. A maioria procura o áudio original (muitas vezes o áudio sobrevive) para manter consistência com o resto dos episódios. Inclusive, muitos dos arcos que tiveram episódios perdidos são lançados em áudio, criando uma espécie de radio-novela.
Boa parte das reconstruções existentes são feitas utilizando fotos tiradas pelo fotógrafo John Cura, contratado pela BBC na época para tirar fotos das gravações dos episódios para fins publicitários, e também imagens montadas pelos próprios grupos, como por exemplo as cenas do cavalo de Troia no arco The Myth Makers, que foi reconstruída seguindo o roteiro. O grupo mais célebre de reconstruções é o Loose Canon, cujo trabalho pode ser visto na maior parte das reconstruções que já foram postadas aqui no site. O áudio das reconstruções é proveninente da gravação original do áudio do episódio ou de gravações caseiras feitas por quem assistia a série na época. A BBC também realiza reconstruções, mas nos mesmos moldes das adaptações para rádio, com narração e duração bem menor que os episódios originais.
Alguns casos interessantes ocorreram com episódios da terceira incarnação do Time Lord, interpretada por Jon Pertwee, onde episódios perdidos foram reencontrados mais tarde mas em preto e branco, resultando em um choque entre episódios em cores e episódios em preto e branco, há ainda episódios onde apenas parte dos filmes foi encontrada sem cores, fazendo com que o vídeo ficasse alternando no meio do episódio. Alguns desses filmes encontrados foram coloridos digitalmente mais tarde.
Já nos desenhos animados pela BBC, o estilo da animação é semelhante ao de Scream of the Shalka, desenho animado de 2003, exibido via internet, que contava com uma versão alternativa do 9º Doctor que não faz parte da história oficial da série. O áudio das reconstruções, por sua vez, é retirado direto dos episódios originais.
Sim. Há até casos de episódios que foram reconstruídos e acabaram sendo encontrados depois, como aconteceu em 2011 com um episódio de The Underwater Menace e outro de Galaxy 4, ambos ainda a serem lançados.

Marco Polo, no arco de mesmo nome do primeiro Doctor, disponível apenas como reconstrução.
São muitos episódios para listar, a quantidade de episódios perdidos dos dois primeiros Doctors é muito grande. Mas, entre os arcos que só possuem episódios disponíveis como reconstruções, podemos citar “Marco Polo”, “The Myth Makers”, “The Invasion”, “The Macra Terror”, “Fury From The Deep”, entre outros.
Por Karl Felippe
Quando Doctor Who foi tirado do ar em 6 de Dezembro de 1989 (ano de seu aniversário de 26 anos) e o melancólico monologo de encerramento escrito por Andrew Cartmel foi lido pela voz de Sylvester McCoy enquanto o Doctor e Ace caminhavam para longe em busca de aventuras que talvez nunca viriam, o destino da série parecia mais incerto do que nunca. O estúdio de Doctor Who na BBC fechou suas portas, pela primeira vez desde 1963, em Agosto de 1990.
Mas antes do, até então, fim, durante sua vigésima sexta temporada, o trabalho para a Temporada 27 já havia começado, e os planos para ela eram ambiciosos.
A Temporada Que Nunca Foi traria choques e novidades para a série. Segredos começariam a ser revelados sobre a verdadeira natureza do Doctor e seu passado. Se isso seria uma coisa boa ou não, nunca saberemos nesta linha temporal, mas podemos especular…
A vigésima sétima temporada teria sido a última tanto de Sophie Aldred, que interpretava Ace, quanto do próprio Doctor de então, Sylvester McCoy, e suas partidas seriam envoltas em grandiosidade e inovações de conceitos estabelecidos durante todo o correr da série.
A temporada se iniciaria com o arco “Earth Aid” de Ben Aaronovitch. Baseado nas peças teatrais Doctor Who: The Ultimate Adventure e Doctor Who: War World, a estória apresentaria uma raça insetóide samurai, os Metatraxi (que mais tarde foram usados por Lawrence Miles no romance Alien Bodies), e tocaria na questão de projetos humanitários ao mesmo tempo em que mostraria Ace comandando uma nave estelar.
O arco seguinte seria Ice Time, escrita por Marc Platt (embora Platt tenha revelado que o nome foi inventado para um artigo da Doctor Who Magazine sobre as temporadas não realizadas). A estória traria de volta os clássicos Ice Warriors (Guerreiros do Gelo), que não eram vistos desde 1973, no arco da 11° temporada, The Monster of Peladon (3° Doctor), e se iniciaria com a descoberta de uma armadura de Ice Warriors no Londor Dungeon, e motociclistas sendo controlados pelos guerreiros ao usar seus elmos. A história também seguiria dois guerreiros reencarnados continuando sua rivalidade pelas eras, o que daria oportunidade de revelar mais sobre a raça, se aprofundando em sua história, seu planeta (um planeta marte pastoral e terraformado), bem como seu lado místico.
Por fim, além de introduzir um novo personagem recorrente, Sam Tollinger (que agiria como o Brigadeiro, só que suas conexões seriam no submundo) o serial mostraria a realização dos planos do Doctor em relação a Ace, tornando-a a primeira não-nativa de Gallifrey a se juntar a Academia Prydoniana.
O próximo arco, nomeado Crime of the Century, seria escrito por Andrew Cartmel, e apresentaria uma nova companheira ao Doctor, na forma da ladra Kate Tollinger, filha de Sam Tollinger, durante uma estória envolvendo trafico de drogas e a polêmica dos testes em animais. Também traria o conceito de uma casa terrestre como base de operações do Doctor. Parte dessas ideias foram reutilizadas por Cartmel no romance “Cat’s Crade: Warhead”(Virgin New Adventures).
A temporada se encerraria com o arco Alixion, de Robin Mukherjee, onde o Doutor seria atraído para um asteróide isolado e forçado a participar de uma série de jogos de vida e morte, e após enfrentar um inimigo com poderes psíquicos, enlouqueceria e regenerar devido à exaustão mental, e não física . As incomuns circunstâncias dessa regeneração não foram criadas por Cartmel, mas expostas por Dave Owen em um artigo para a Doctor Who magazine como teoria, ao ver tal, Cartmel aprovou a ideia, admitindo que ela se encaixava com o estilo dos planos que tinham para a 27° temporada e a partida do 7° Doctor.
Os atores Ian Richardson e Richard Griffiths (o Tio Vernon Dursley, dos filmes da série Harry Potter) foram dois dos nomes mencionados pela equipe de produção como candidatos ao papel do Doctor após a saída de McCoy.
Embora tais estórias nunca terem sido produzidas, quatro audio dramas foram produzidos pela Big Finish baseamdo-se nelas, com Sylvester McCoy, Sophie Aldred, e Beth Chalmers, como a nova companheira do Doctor, a ladra Raine Creevey (uma nova versão do que seria Kate nos episódios nunca realizados). As histórias são: Thin Ice (Marc Platt), Crime of the Century e Animal (Andrew Cartmel) e Earth Aid (Ben Aaronovitch e Andrew Cartmel).
No meu próximo artigo, os grandes planos de Cartmel…